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Oscar Roberto Godói


Para alguns jogadores, é impossível praticar o futebol disciplinadamente

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
André Luis e Gustavo comemoram gol do Corinthians sobre o Santos em amistoso. O Timão venceu o jogo, que terminou empatado e foi decidido pelo número de faltas Imagem: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
Oscar Roberto Godói

Jornalista e ex-árbitro, esteve sob a chancela da Fifa de 1993 a 2000.

14/01/2019 13h22

Treino é treino e jogo é jogo! Quem no mundo do futebol já não ouviu a referida frase? Corinthians e Santos jogaram amistosamente disputando o troféu Gylmar dos Santos Neves e os critérios para definir o vencedor, se houvesse empate com gols ou sem, era justamente a disciplina: menor quantidade de cartões ou menor números de faltas cometidas.

Depois de 1 a 1 no placar, o Corinthians ficou com o troféu por ter sido advertido três vezes contra quatro do Santos. O cartão que derrotou o Santos foi mostrado para Iuri Alberto por ter prosseguido uma jogada após o apito do árbitro Vinicius Furlan.

Competição, oficial ou não, com esse tipo de regulamento mostra o quanto nosso jogador é irresponsável e quanta dificuldade tem para ser disciplinado, obediente. Para alguns, é impossível praticar o futebol disciplinadamente. 

Alguns até provocam situações para receberem a advertência com o cartão amarelo para se ausentarem diante de determinados adversários, atendendo solicitação do técnico ou por conta própria, de acordo com seus interesses pessoais ou profissionais. É a manjada suspensão pelo terceiro cartão amarelo.

Em alguns jogos da Copa São Paulo de Futebol Júnior, é possível observar que a formação disciplinar é deficiente, tendo como péssimos exemplos para os garotos o comportamento dos técnicos e a conivência dos árbitros. 

Parece que é mais fácil copiar as coisas erradas que os ídolos fazem do que se tornar um profissional cumpridor dos deveres e obrigações. Principalmente com os árbitros.

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