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Oscar Roberto Godói


Na dúvida, árbitros decidem a favor dos grandes clubes

Divulgação/Santos
Carlos Sánchez comemora gol do Santos contra o Altos Imagem: Divulgação/Santos
Oscar Roberto Godói

Jornalista e ex-árbitro, esteve sob a chancela da Fifa de 1993 a 2000.

2019-02-08T17:23:50

08/02/2019 17h23

A Copa do Brasil já foi uma competição em que os clubes considerados pequenos do futebol brasileiro tinham chances de vencer e conquistar o título. Tanto é que Criciúma ganhou em 91, Juventude em 99, Santo André em 2004 e Paulista de Jundiaí em 2005. De lá pra cá só deu os grandes levantando o troféu.

Diferentemente de um passado não muito distante, onde os grandes tinham obrigação de superarem até as dúvidas das arbitragens, hoje eles são ajudados explicitamente pelas arbitragens que, quando há dúvida, decidem sempre a favor dos grandes, e que se danem os pequenos.

O Santos goleou o Altos do Piauí por 7 a 1, um placar final que mostrou bem a diferença técnica e de investimento entre os clubes. Nada mais do que a obrigação de vencer. O Santos, porém, começou perdendo por 1 a 0 e chegou ao empate com um gol impedido. Precisava ser ajudado por um erro de arbitragem para empatar o jogo e depois vencê-lo com facilidades? Claro que não! Então, na dúvida se estava ou não impedido, ergue-se a bandeira, marca o impedimento e o grande que trate de superar o "erro" da arbitragem que, no caso, teria sido um acerto.

Pior fez o árbitro da Federação do Paraná, Rafael Tracci, premiado como um dos melhores em 2018, com méritos. Marcou pênalti inexistente para o Vasco que resultou no gol de empate em 2 a 2, eliminando a Juazeirense que vencia por 2 a 1. Uma vergonha!

Na rodada do Paulistão os jogos envolvendo os grandes terão as seguintes arbitragens: Raphael Claus, da FIFA, apita Ponte Preta x São Paulo; Palmeiras x Bragantino terá Vinicius Furlan; Novorizontino x Corinthians, José Cláudio Rocha Filho; e Santos x Mirassol, Douglas Marques das Flores. Que os árbitros permitam que os pequenos joguem em condições de igualdade com os grandes.

A Taça São Paulo de Futebol Júnior jogada entre 02 e 25 de janeiro ainda não pagou a taxa dos árbitros. A Federação Paulista não repassou os valores para o Sindicato dos Árbitros. O presidente do SAFESP continua na Paraíba, onde é interventor, e ninguém assume a responsabilidade para defender os interesses de quem tem algum valor para receber.

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