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15/04/2010 - 12h30

Sob pressão da Fifa, cidades de 2014 ainda patinam no cronograma

Gustavo Franceschini
Em São Paulo

O presidente Lula, o ministro do Esporte Orlando Silva e Ricardo Teixeira, presidente da CBF, são alguns dos que já criticaram a preparação das cidades-sede da Copa de 2014. Nesta quinta-feira, Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa e também crítico, chega ao país e eleva a pressão a respeito dos estádios, que têm obras atrasadas a menos de um mês do prazo estipulado pela entidade.

VEJA A SITUAÇÃO ATUAL DE TODOS OS ESTÁDIOS DA COPA DO MUNDO DE 2014

Cidade Situação Custo
  • Divulgação
B. Horizonte
Mineirão
Obras que envolvem a sustentação do estádio já estão em andamento desde o início do ano. O edital de licitação para a segunda fase, que inclui rebaixamento do gramado e arquibancadas, deve ser lançado semana que vem. R$ 426 milhões
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Brasília
Mané Garrincha
Abertura do envelope da licitação foi atrasada por conta do escândalo de corrupção do ex-governador José Roberto Arruda, que chegou a ser preso. A previsão é que isso aconteça na segunda metade de abril, com ordem de serviço apenas em maio. R$ 740 milhões (máximo)
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Cuiabá
Verdão
Demolição do estádio atual começa em abril, e previsão de início das obras é maio, com entrega em dezembro de 2012. R$ 420 milhões
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Curitiba
Arena da Baixada
As obras de fato devem começar em 2011, porque o Atlético-PR entende que o estádio está em estágio avançado, mas o clube não fala oficialmente sobre o assunto. R$ 150 milhões
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Fortaleza
Castelão
O processo licitatório ainda está em andamento, mas o Estado promete iniciar as obras dentro do prazo. R$ 452 milhões
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Manaus
Vivaldão
Já iniciou a desmobilização, que tem como objetivo reaproveitar materiais como cadeiras e aparelhos esportivos em outros centros. A demolição deve começar já em maio, e as obras de edificação somente em julho. R$ 500 milhões
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Natal
Arena
das Dunas
Até o fim de abril, deve começar a demolir prédios do entorno do estádio, mas a conclusão da licitação principal só deve sair no fim de maio. R$ 350 a 400 milhões
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Porto Alegre
Beira-Rio
O estádio tem poucas mudanças a fazer em relação às outras sedes, mas as obras estão paradas pelo entrave da desoneração dos impostos sobre materiais de construção. Leia mais R$ 130 milhões
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Recife
Cidade
da Copa
Licitação está no período final e deve ser concluída ainda em abril, e a organização promete começar obras no prazo R$ 480 milhões
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Rio de Janeiro
Maracanã
Obras começaram em março e seguem, mesmo em ritmo lento, dentro do prazo estipulado pela Fifa. R$ 600 milhões
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Salvador
Fonte Nova
O Estado ainda trabalha em inspeções de imóveis nas cercanias e tenta adiantar a permissão para demolição, que deve acontecer só em maio. R$ 591 milhões
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São Paulo
Morumbi
O São Paulo vive em um impasse com a Fifa, e não chegou à conclusão sobre o seu projeto. Além disso, ainda convive com a ameaça de exclusão da lista de sedes da Copa 2014. R$ 240 milhões

A data-limite atual é 3 de maio. Até lá, todas as cidades têm de iniciar obras relativas aos estádios. A princípio, nenhuma pena está estipulada em caso de descumprimento, mas a hipótese de exclusão de duas sedes já foi ventilada mais de uma vez nos bastidores.

A discussão sobre o assunto é antiga. A princípio, a Fifa pretendia ter apenas dez sedes, mas a CBF conseguiu convencê-la a inserir mais dois municípios. Diante dos atrasos, o próprio Ricardo Teixeira foi questionado sobre uma possível redução, mas esquivou-se do assunto.

Para escapar das cobranças, os municípios trabalham no entorno e em itens menores dos locais, que caracterizariam um início. Até agora, os atrasos mais graves são de Brasília (que pleiteia a abertura) e Natal. Ambos ainda não concluíram o processo licitatório principal, e só devem fazê-lo em maio, após o prazo.

A “sabatina” com as cidades, no entanto, não acontecerá de forma antecipada. De acordo com o Comitê Organizador, Valcke não tratará de estádios em sua vinda ao Brasil, e sequer visitará um dos palcos do Mundial, adiando a definição sobre o assunto para maio.
 

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