UOL Esporte Futebol
 
15/04/2010 - 07h08

Sob pressão, São Paulo envia novo projeto do Morumbi com 'dedo' da prefeitura

Carlos Padeiro e Gustavo Franceschini
Em São Paulo
  • Prefeitura intervém, e São Paulo promete cumprir exigência da Fifa com novo projeto do Morumbi

    Prefeitura intervém, e São Paulo promete cumprir exigência da Fifa com novo projeto do Morumbi

Em uma semana recheada de polêmicas sobre a utilização ou não do Morumbi na Copa do Mundo de 2014, o São Paulo entregará à Fifa o projeto atualizado de reformas de seu estádio. No documento, que será enviado via internet nesta quinta-feira, o clube planeja o rebaixamento do gramado, alteração que promete reduzir o número de pontos cegos, um dos grandes gargalos do estádio até agora.

O procedimento só virou realidade após a intervenção da Prefeitura de São Paulo, que confirmou a construção de dois “piscinões” subterrâneos na região do Morumbi, segundo o diretor de marketing do clube tricolor, Adalberto Baptista. A obra vai permitir o deslocamento do córrego Antonico, que passa por baixo do estádio e inviabilizava o procedimento até então.

“São mudanças pequenas, mas estamos atendendo às solicitações que eles fizeram da última vez”, disse Baptista, em contato com o UOL Esporte. O projeto foi reformulado pela empresa GMP.

Além das questões técnicas para atender às exigências da Fifa, o presidente Juvenal Juvêncio trabalha na esfera política. Nesta semana, ele esteve em Brasília e cada vez mais busca se aproximar do presidente Lula.

Nos últimos dias, a pressão sobre o Morumbi aumentou. A condição do estádio como sede em 2014 foi colocada em xeque, segundo matéria do jornal O Estado de S. Paulo. A Fifa e os responsáveis pela organização do Mundial em São Paulo, no entanto, rapidamente negaram a exclusão.

Nos bastidores do futebol, o São Paulo é desafeto da Federação Paulista de Futebol (FPF) e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O cenário ganhou força por conta da eleição do Clube dos 13 (C-13), quando Juvenal foi o principal articulador da campanha de Fábio Koff. A chapa Koff/Juvenal superou Kleber Leite, candidato de Ricardo Teixeira.

Recentemente, Teixeira criticou o projeto do Morumbi. Como resposta, Juvenal enfatizou que a primeira partida do Mundial será no estádio são-paulino. “A abertura da Copa não tem nada a ver com o poder político. É um problema estritamente técnico. O Morumbi está muito à frente da maioria dos outros estádios, não só pela importância física, mas pela importância da cidade de São Paulo. Vocês [jornalistas] podem ter certeza absoluta de que a abertura será no Morumbi. Não existe Copa do Mundo no Brasil sem isso”, comentou o cartola na sede do C-13, na última segunda-feira.

Uma alternativa para a capital seria a construção de uma nova arena em Pirituba. A cúpula são-paulina comprou a briga e banca o Morumbi porque duvida que a prefeitura e o governo investirão dinheiro público. O ex-governador José Serra e o prefeito Gilbero Kassab por mais de uma vez afirmaram que a participação do Estado para viabilizar a Copa será apenas na infra-estrutura da cidade, como, por exemplo, no sistema de transportes.  

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