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Corinthians espera cooperação da TV Globo para conseguir naming rights

02/09/2010 - 07h01

Corinthians cita 'adesão' da Globo para lucrar com venda do nome do seu estádio

Thales Calipo
Em São Paulo

Uma das partes fundamentais para o pagamento dos cerca de R$ 350 milhões necessários para a construção do novo estádio do Corinthians é a negociação de um contrato de naming rights, ou seja, a venda do nome da arena para alguma empresa. Apesar de muito popular na Europa e nos Estados Unidos, essa modalidade de marketing ainda é pouco utilizada no Brasil e, para gerar uma grande receita, o clube alvinegro aposta em uma mudança de postura, principalmente, da TV Globo.

A principal emissora do país e detentora dos direitos de transmissão tem como regra a prática de ignorar nomes de empresas que não paguem ao canal por essa exposição da marca. Há alguns anos, o Atlético-PR “vendeu” o nome do seu estádio para a empresa Kyocera, mas a Globo chamava o local pelo seu antigo nome (Arena da Baixada). Da mesma forma, escuderias de Fórmula 1, como a Red Bull, têm seus nomes reduzidos a siglas (no caso RBR), enquanto times de vôlei e basquete são geralmente chamados pelas respectivas cidades.

Em contrapartida, a emissora tem flexibilizado o seu rígido padrão por conta da pressão dos clubes. Prova disso são as tomadas abertas das suas câmeras durante as entrevistas coletivas, mostrando as marcas dos patrocinadores posicionadas atrás dos entrevistados.

“A crescente adesão da Globo na parceria de não fechar [as tomadas durante as entrevistas] mostra que isso está sendo superado e é um movimento que precisa prosperar. O tratamento da imprensa norte-americana com os patrocinadores dos clubes é algo notável, pois vivemos em uma simbiose, e não tem razão para ser diferente, se ambos precisam se apoiar para se alavancarem”, explicou Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing do Corinthians.

O Corinthians ainda não estipulou quanto pretende pedir a possíveis interessados em batizar o seu estádio, mas considera a possibilidade, conforme o valor, quitar o pagamento da construção da sua nova arena com este patrocínio.

“Conversei com algumas [empresas], mas sobre o conceito, não sobre a venda. Se tem um banco que vai comprar a cota da Copa do Mundo e que já está também na transmissão do Campeonato Brasileiro, talvez outro tenha interesse em ter exposição no clube que mais frequenta as transmissões da TV. Na verdade ainda não quero conversar sobre isso, pois esse contrato vai valer muito mais quando aparecer os primeiros lances de cadeiras”, completou o dirigente corintiano.

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