Mauricio Stycer

Na véspera do jogo do Brasil, até superstição vira notícia no JN

ReproduçãoTV
Renata Vasconcellos apresenta o "Jornal Nacional" a partir de Moscou, na Copa Imagem: ReproduçãoTV
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer

É jornalista desde 1986. Repórter e crítico do UOL, autor de um blog que trata da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

Colunista do UOL

21/06/2018 21h52

Em tempos de Copa do Mundo, como de hábito, a cobertura da Globo, inclusive a jornalística, não consegue disfarçar o engajamento e a torcida pela seleção brasileira. Nesta quinta-feira (21), véspera de Brasil e Costa Rica, segunda partida da primeira fase, o clima no “Jornal Nacional” parecia de final.

“Tá nervoso? Eu tô”, revelou o apresentador William Bonner já na abertura do telejornal. “Depois do empate com a Suíça, a gente precisa de uma vitória contra Costa Rica”, explicou, de Moscou, a apresentadora Renata Vasconcellos, se colocando no papel de torcedora.

Galvão Bueno, de São Petersburgo, exalava otimismo: “Amanhã, depois do jogo, já estarei com você aí no estúdio, Renata. E, dessa vez, vamos combinar, com vitória. Anota ai”. A apresentadora devolveu: “Combinado. E tá anotado. A gente tá na torcida”.

Renata deu ainda mais uma contribuição para a corrente em prol da seleção brasileira. Após exibir uma reportagem sobre a derrota da Argentina para a Croácia, a apresentadora avisou: “Uma curiosidade: a Argentina foi eliminada na fase de grupo só três vezes, em 1958, 1962 e 2002. Nestes três anos, sabem quem conquistou a Copa do Mundo? O Brasil.”

Num programa de humor, como o “Central da Copa”, esta “curiosidade” renderia um bom momento. Mas, no seu principal telejornal, passa a impressão que a emissora está apostando em superstições para incentivar a torcida.

“Estranha coincidência”

Um leitor me alertou que, na quinta-feira (20), o “Jornal Nacional” já havia explorado o tema das coincidências. Coube ao repórter Eric Faria “ensinar”, em tom sério: “Copas de 2010 e 2014. O Brasil só se deu bem jogando contra seleções que começam com a terceira letra do alfabeto. É incrível. Há oito anos, vitórias sobre a Coreia do Norte, Costa do Marfim e Chile. Empate com Portugal e derrota para Holanda. Há quatro anos, ganhou da Croácia, de Camarões, nos pênaltis do Chile e da Colômbia. Empatou com o México, além das duas pancadas, da Alemanha e da Holanda”.

Não bastasse, acrescentou: “Na sexta-feira, tem a Costa Rica e que essa estranha coincidência acabe. Porque depois tem a Sérvia que, como a Suíça, se escreve com esse. Aqui em São Petersburgo, a seleção, que chegou no final da noite, se hospedou neste hotel. O nome? Corinthia. É sério. É só uma brincadeira. A gente sabe que essas coincidências não ganham jogo, mas para terminar, aí vai mais uma. A seleção foi recebida por dezenas de torcedores. Uma festa? Um carnaval.”  

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está fechada

Não é possivel enviar comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Mais Mauricio Stycer

Topo