Mauricio Stycer

Galvão manda "indireta" a Neymar e enaltece Coutinho, "o craque do time"

Buda Mendes/Getty Images
Neymar lamenta chance perdida pelo Brasil em jogo contra a Sérvia Imagem: Buda Mendes/Getty Images
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Mauricio Stycer

É jornalista desde 1986. Repórter e crítico do UOL, autor de um blog que trata da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

Colunista do UOL

27/06/2018 16h59

As críticas de Galvão Bueno a Neymar nas duas primeiras partidas do Brasil na Copa provocaram uma enorme confusão nos bastidores. O narrador foi objeto de ofensas pesadas dos “parças” do craque e o próprio jogador mandou indireta no Instagram, dizendo que “falar, até papagaio fala”. Uma trégua foi negociada pelo pai de Neymar junto a Globo, como noticiou o UOL um dia depois do jogo contra a Costa Rica.

Resultados desta trégua puderam ser vistos e ouvidos nesta quarta-feira (27), durante a partida entre Brasil e Sérvia. Contido, Galvão evitou qualquer crítica ao jogador. Mas mandou algumas “indiretas”, a maior delas no momento do primeiro gol da seleção, de Paulinho: "Quem meteu a bola pra ele? O craque do time! Philippe Coutinho", festejou.

No intervalo da partida, Galvão voltou a elogiar o jogador ao rever o primeiro gol: “Jogada magistral do Coutinho, que tem sido o grande jogador do Brasil nesta Copa”.

Casagrande, igualmente alvo da fúria dos “parças” de Neymar, também evitou comentários mais duros. E, da mesma forma que Galvão, preferiu exaltar Coutinho. Num lance em que o camisa 11 da seleção ajudou a defesa, o comentarista disse: “É o líder técnico do time. Isso que é dedicação”, elogiou. Galvão emendou: “Como o Messi, ontem. Não jogou tanto assim no segundo tempo, mas deu até carrinho”. Ao que Casagrande acrescentou: “Como os 10 jogadores do Uruguai estão fazendo.”

Somente no final da partida, Galvão fez uma rápida avaliação do desempenho de Neymar, lembrando que ele cumpriu com a promessa de não reclamar do árbitro nem de simular faltas. “Faz uma boa partida, não uma grande partida”. Casagrande concordou, mas observou: “Pode jogar muito mais”.

Ao mencionar o lance do segundo gol, um escanteio cobrado por Neymar com conclusão de cabeça de Tiago Silva, Galvão observou que os dois jogadores se abraçaram festivamente – desmentindo, com o gesto, um suposto desentendimento entre eles. “Não se pode pautar por comentários de rede social”, disse o narrador, ele próprio alvo de muitos comentários. 

Antes mesmo de a partida começar, foi possível observar o clima. A Globo exibiu imagens dos jogadores conversando antes de entrar em campo para o aquecimento. Galvão pediu a opinião dos comentaristas sobre a conversa. Casagrande observou que Neymar chegou por último e não ouviu nada do que os companheiros falaram. Ronaldo justificou dizendo que pode ser um ritual do camisa 10 e que ele também tinha este hábito de chegar por último. Casagrande, na defesa, disse: “Não é crítica, é só observação”.

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