Renato Mauricio Prado

De Messi a Neymar

Ivan Alvarado/Reuters
Lionel Messi lamenta passe errado no jogo entre Argentina e Croácia Imagem: Ivan Alvarado/Reuters
Renato Mauricio Prado

Renato Mauricio Prado é jornalista e trabalhou no Globo, Placar, Extra, Rádio Globo, CBN, Rede Globo, SporTV e Fox Sports. Assina atualmente uma coluna diária no Jornal do Brasil. A primeira Copa que cobriu in loco foi a da Argentina, em 1978.

21/06/2018 18h04

O que há com Messi? Na execução dos hinos, antes da partida da Argentina com a Croácia, já exibia uma fisionomia cabisbaixa, tensa, deprimida. Quando a bola rolou, sumiu em campo. Se na estreia, contra a Islândia, perdeu o pênalti que poderia ter livrado seu time do empate, pelo menos buscou o jogo, chutou algumas vezes a gol e deu bons passes para os companheiros. Dessa vez, nem isso. Se omitiu e mal participou das jogadas de meio-campo e do ataque de sua equipe. Um fantasma no gramado. Não dá nem pra dizer que jogou mal. Simplesmente, não jogou! 

A atuação melancólica do maior craque argentino, nesse início de Copa do Mundo, contrasta com o brilho fulgurante de seu maior rival: o português Cristiano Ronaldo. Com um detalhe importante: o CR7 permaneceu em atividade no Real Madrid até o final da Liga dos Campeões, há poucas semanas do início do Mundial, enquanto La Pulga saiu cedo da principal competição europeia e foi campeão da Liga Espanhola com várias rodadas de antecipação, o que tornou os últimos jogos do Barcelona meros amistosos (Messi nem jogou em todos).

Comparo as primeiras duas rodadas de Messi e Cristiano Ronaldo na Copa e me lembro de Neymar. Que jogará amanhã contra a Costa Rica, apesar do pé direito baleado pela cirurgia e pelas bordoadas na estreia. Aqui, faço um parêntesis obrigatório: que partida violenta e desleal fizeram croatas e argentinos! O que se viu de pisões maldosos nos tornozelos e calcanhares não está em nenhum gibi. Se nosso camisa dez estivesse em campo, duvido que saísse dele em pé...

Mas voltando à escalação contra a Costa Rica fico me perguntando: o que pesou mais na decisão de não poupar o melhor jogador do time, que, visivelmente, ainda não está cem por cento? A vontade de lhe proporcionar mais ritmo de jogo, como sugeriu Tite, ou a sua conhecida obsessão de se tornar o melhor do mundo e aproveitar um jogo teoricamente fácil, para fazer muitos gols e correr atrás de Cristiano Ronaldo, que já tem quatro? Fico com a impressão de que a segunda opção pesou mais que a primeira...

Tomara que o Brasil vença amanhã, jogando bem, e Neymar não apanhe muito. Ele começou a Copa da Rússia mal, como Messi. Se pretende prossegui-la com brilho, como Cristiano Ronaldo, precisará estar cem por cento fisicamente. Que as chuteiras costa-riquenhas lhe sejam leves.

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