Renato Mauricio Prado

Suado, sofrido, merecido

Reuters
Neymar chora copiosamente depois de vitória do Brasil Imagem: Reuters
Renato Mauricio Prado

Renato Mauricio Prado é jornalista e trabalhou no Globo, Placar, Extra, Rádio Globo, CBN, Rede Globo, SporTV e Fox Sports. Assina atualmente uma coluna diária no Jornal do Brasil. A primeira Copa que cobriu in loco foi a da Argentina, em 1978.

22/06/2018 11h42

Foi muito mais difícil do que se esperava e do que deveria ter sido, tamanha é a diferença técnica entre os dois times. A vitória por 2 a 0, com os dois gols nos acréscimos, tirou, entretanto, um peso colossal das costas da seleção, que esteve muito perto de um empate que seria desastroso em termos da expectativa que se tinha em relação ao Brasil nesta Copa.

Drama inesperado à parte, uma boa notícia: a entrada de Douglas Costa no lugar de William (substituição feita no intervalo e que deve ser efetivada a partir da próxima partida) desentortou o esquema brasileiro, até então, muito concentrado pela esquerda e, consequentemente, mais fácil de ser anulado. Roberto Firmino, que entrou no lugar de Paulinho (uma vez mais apagado), também teve participação importante no resultado, sendo dele a cabeçada que deu início a jogada do primeiro gol, marcado por Phillippe Coutinho. É outro que está pedindo vez.

Neymar, autor do segundo gol, mostrou evolução, embora seu ato teatral no lance do pênalti tenha causado a anulação do mesmo, através do VAR. Dessa vez, entretanto, é justo dizer, não prendeu muito a bola, buscou mais os passes do que as jogadas individuais e teve boas oportunidades – numa delas, Navas fez grande defesa e em outra seu chute passou raspando a trave. A condenar o cartão amarelo bobo que levou, ao socar a bola, revoltado pela cera dos costa-riquenhos.

A corrigir, na próxima rodada, contra a Sérvia, o excesso de cruzamentos altos sobre a área – ainda que em um deles Gabriel Jesus tenha cabeceado a bola no travessão. Um time leve e relativamente baixo, como o brasileiro, não pode ter como principal ação ofensiva o velho e surrado chuveirinho. Contra a Costa Rica, houve um exagero de bolas alçadas, diante das dificuldades frente à famosa linha de cinco.

Graças aos três pontos sofridos, mas conquistados hoje, o Brasil vai para a última rodada com boas chances de se classificar em primeiro no seu grupo – o que sempre foi o plano A. Se efetivar Douglas Costa, reforçando o lado direito do ataque (que precisa também de mais apoio de Paulinho e Fagner), a tendência é o time crescer.

Phillippe Coutinho, uma vez mais, foi eleito o melhor em campo, principalmente por causa do gol salvador, mas não acho que tenha sido brilhante. O Brasil não teve grandes atuações individuais. Tornou-se coletivamente mais efetivo no segundo tempo, mas ainda precisa evoluir bastante se quiser continuar sonhando com o hexa.

A conferir, contra os sérvios.

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