Renato Mauricio Prado

Com sustos mas sem surpresas

Clive Brunskill/Getty Images
Cristiano Ronaldo lamenta cobrança de pênalti perdida durante duelo entre Irã e Portugal Imagem: Clive Brunskill/Getty Images
Renato Mauricio Prado

Renato Mauricio Prado é jornalista e trabalhou no Globo, Placar, Extra, Rádio Globo, CBN, Rede Globo, SporTV e Fox Sports. Assina atualmente uma coluna diária no Jornal do Brasil. A primeira Copa que cobriu in loco foi a da Argentina, em 1978.

25/06/2018 18h19

Como reza o mais batido dos chavões da bola, o futebol é mesmo uma caixinha de surpresas. Quem diria que Espanha e Portugal, que fizeram, até agora, o melhor jogo da Copa, sofreriam tanto, na última rodada, diante de Marrocos e Irã? E mais, como imaginar que Cristiano Ronaldo, que começou o Mundial de forma avassaladora, perderia um pênalti que poderia ter garantido aos portugueses a vitória e o primeiro lugar do grupo? Pois perdeu.

Por causa disso, Portugal empatou (quase perdeu, no finalzinho!) e, acabando em segundo, pegará um adversário bem mais complicado nas oitavas de final: o Uruguai, que sapecou 3 a 0 na Rússia, mais cedo. À Espanha, que também empatou (escapou da derrota nos minutos finais), caberá enfrentar os donos da casa. Como favorita sem dúvida, mas diante das dificuldades que teve nos confrontos com Irã e Marrocos, não dá pra dizer que a passagem para as quartas está garantida. Ainda mais agora que os russos tomaram um choque de realidade dos uruguaios e, certamente, serão mais cautelosos no primeiro mata-mata.

Continuo a defender a tese de que o melhor futebol da Copa está sendo jogado no Grupo G, de Bélgica e Inglaterra. Mas já vi, em 1986, uma outra seleção encantar nas primeiras rodadas e acabar eliminada com uma surpreendente goleada nas oitavas. A Dinamáquina de Laudrup, Elkjaer e Olsen entrou no grupo da morte, goleou o Uruguai por 6 a 1, bateu a Alemanha Ocidental e a Escócia e, nas oitavas caiu de forma surpreendente para a Espanha, apanhando de 5 a 1. Portanto...

De uma forma ou de outra, com sustos e jogos duríssimos ou não, o fato é que praticamente todas as seleções mais fracas, as possíveis zebras, já deram adeus à Copa da Rússia. Caíram, até agora, Arábia Saudita, Egito, Irã, Marrocos, Costa Rica, Peru, Coreia do Sul, Tunísia e Panamá.

Ao menos, por enquanto, todos os grandes continuam vivos, embora Alemanha e Argentina tenham chegado a ficar a um passo da eliminação. Os germânicos, acho que escaparam. Não creio que tropecem contra a Coreia do Sul. Já os argentinos... Precisam ganhar da Nigéria e torcer contra a Islândia. Se Lionel Messi não acordar, não sei, não.

Sobre o Brasil, ouvi o ótimo repórter Fernando Caetano do Fox Sports, dizer agora no final da tarde que uma das alterações possíveis de Tite para enfrentar a Sérvia pode ser a entrada de Fernandinho no lugar de Gabriel Jesus! Só se aquele tombo que levou após o gol de Coutinho lhe afetou o cérebro... Oremos!

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