Renato Mauricio Prado

Jogando como gente grande

Maddie Meyer/Getty Images
O atacante Neymar, do Brasil, em duelo contra a Sérvia Imagem: Maddie Meyer/Getty Images
Renato Mauricio Prado

Renato Mauricio Prado é jornalista e trabalhou no Globo, Placar, Extra, Rádio Globo, CBN, Rede Globo, SporTV e Fox Sports. Assina atualmente uma coluna diária no Jornal do Brasil. A primeira Copa que cobriu in loco foi a da Argentina, em 1978.

27/06/2018 18h21

Neymar merecia o gol que tentou de várias maneiras, mas não fez. Pela primeira vez nesta Copa não reclamou do juiz, não se expôs desnecessariamente às faltas (nem provocou os adversários), não se atirou ao chão em simulações teatrais e não quis uma bola só pra ele. Não teve uma atuação espetacular, mas, enfim, foi o jogador maduro e equilibrado que tanto se cobra. E graças a uma arrancada dele, que resultou num corner que ele próprio cobrou, nasceu o gol de Thiago Silva, que tirou o Brasil de um momento de sufoco e garantiu a vitória por 2 a 0 sobre a Sérvia.

A Fifa deu o prêmio de melhor da partida a Paulinho, autor do primeiro gol, ao se infiltrar para concluir um lançamento magistral de Phillippe Coutinho. Mas quem realmente brilhou foi o zagueiro Thiago Silva, que ganhou praticamente todas as bolas que disputou, salvou um gol com Alisson já batido (o placar era então de apenas 1 a 0) e, por fim, decidiu a parada com uma cabeçada, indefensável para o goleiro sérvio.

Outro destaque positivo da seleção brasileira foi Phillippe Coutinho, autor do genial passe longo que Gerson, o canhotinha da seleção de 70 assinaria. Já negativamente, Gabriel Jesus continuou devendo ao repetir as atuações apagadas até aqui. Num dos primeiros ataques do Brasil, esteve cara a cara com o gol mas chutou mal e desperdiçou a chance.

Vale a pena ressaltar ainda a boa entrada de Filipe Luís no lugar de Marcelo, que pediu para sair, após sentir uma forte dor lombar. O lateral do Atlético de Madrid se mostrou firme na marcação e não teve medo de apoiar, chegando até a chutar ao gol, obrigando o arqueiro adversário a fazer uma defesa difícil.

A melhor atuação brasileira, entretanto, foi coletiva. Desde a entrada em campo, quando a TV mostrou os jogadores da seleção falando em controlar bem a bola e ter calma para chegar ao gol, o que se viu em Moscou foi um time equilibrado e sabendo esperar o momento exato para atacar. Fez 1 a 0 e manteve o placar até o final do primeiro tempo sem sofrer um susto sequer na defesa.

Após o intervalo, chegou a perder um pouco o controle das ações, numa desesperada pressão sérvia, entre os 10 e os 20 minutos, mas o gol de Thiago Silva, aos 22, praticamente liquidou a fatura. A partir daí, o Brasil botou a bola no chão, trocou passes à exaustão, levando a torcida a cantar olé e só faltou mesmo o gol de Neymar, que teve pelo menos três boas oportunidades, mas caprichosamente, a bola não quis entrar.

Que venha o México! Que não me parece capaz de eliminar esse Brasil que vai evoluindo e vê, com otimismo e esperança, a nova fase madura de seu principal craque. A continuar assim, o sonho do hexa segue vivo.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está fechada

Não é possivel enviar comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Mais Renato Mauricio Prado

Topo