Renato Mauricio Prado

Bélgica será o primeiro teste pra valer

Petr David Josek/AP
Jogadores da Bélgica comemoram gol de Adnan Januzaj contra a Inglaterra Imagem: Petr David Josek/AP
Renato Mauricio Prado

Renato Mauricio Prado é jornalista e trabalhou no Globo, Placar, Extra, Rádio Globo, CBN, Rede Globo, SporTV e Fox Sports. Assina atualmente uma coluna diária no Jornal do Brasil. A primeira Copa que cobriu in loco foi a da Argentina, em 1978.

28/06/2018 18h01

A primeira fase, não vamos nos iludir, foi contra adversários fracos e serviu como aquecimento. As oitavas aumentam um pouco o grau de dificuldade, mas o México, convenhamos, também não pode assustar – não a quem chegou à Rússia sonhando com o hexa. A Copa, pra valer, começará para o Brasil nas quartas de final, quando a adversária deverá ser a Bélgica – uma das três seleções que encerraram a fase de grupos com 100% de aproveitamento (as outras foram o Uruguai e a Croácia). Aí, sim, o bicho vai pegar e o teste será pra valer.

Se a seleção passar pelos belgas, qualquer rival daí pra frente será indigesto. França, Argentina ou Uruguai na semi (não creio que Cristiano Ronaldo consiga levar Portugal tão longe) e Espanha, Inglaterra ou, a zebra das zebras, Croácia, na finalíssima. Quem considero o adversário mais perigoso neste caminho? A França, que nas três últimas Copas que cruzou o caminho brasileiro, saiu vitoriosa (86, 98 e 2006). Ouvir a Marselhesa, antes dos jogos, não tem feito bem ao Brasil.

Sejam quais forem os rivais, entretanto, de uma coisa Tite não pode se queixar. Para quem tem o seu principal jogador em processo de recuperação, o “aquecimento” até a hora da verdade foi perfeito. Neymar vem melhorando a cada rodada, ganhando confiança, ritmo de jogo e, talvez o mais importante, maturidade. Diante dos mexicanos, pode-se dizer, fará o seu último coletivo-apronto. Que esteja na ponta dos cascos a partir do duelo com os belgas, quando ele precisará desequilibrar de verdade.

A partida contra o México pode ser também uma boa oportunidade para Tite avaliar se o time titular não merece algumas mudanças a partir das quartas de final, quando a margem de erro precisará diminuir. Roberto Firmino, no lugar de Gabriel Jesus é a mais óbvia delas. Fernandinho é outro que pode acabar ganhando o lugar de Paulinho e William só continua porque Douglas Costa se machucou. Os mexicanos, porém, podem ser os adversários perfeitos para quem não está muito bem, se firmar.

A Copa da Rússia tem sido pródiga em surpresas, mas sinceramente não consigo ver esse jogo da seleção nas oitavas como grande obstáculo. Acredito que, com a eliminação dos panamás, irãs, marrocos, tunísias, coreias etc, daqui pra frente, os jogos serão muito mais de igual para igual e isso beneficia quem tem mais talento. E alguém, em sã consciência, acha que o México tem mais talento que o Brasil?  

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