Renato Mauricio Prado

O futuro de Neymar

Buda Mendes/Getty Images
Neymar sai cabisbaixo de campo após a derrota do Brasil diante da Bélgica Imagem: Buda Mendes/Getty Images
Renato Mauricio Prado

Renato Mauricio Prado é jornalista e trabalhou no Globo, Placar, Extra, Rádio Globo, CBN, Rede Globo, SporTV e Fox Sports. Assina atualmente uma coluna diária no Jornal do Brasil. A primeira Copa que cobriu in loco foi a da Argentina, em 1978.

12/07/2018 17h49

À espera da final da Copa do Mundo, o assunto dominante nas inúmeras mesas redondas da TV a cabo do Brasil não foi o embate de domingo, entre França e Croácia, mas a possível transferência de Neymar para o Real Madrid, algo que, ao menos por enquanto, é apenas uma especulação. Mas afinal, você acha que, se houver mesmo essa possibilidade, ele deve ir?

Pessoalmente, creio que não. Como muitos lembraram corretamente hoje, Neymar saiu mal do Santos e do Barcelona e agora repetiria o script de sair pela porta dos fundos, no Paris Saint Germain, que o contratou há menos de um ano (agosto de 2017), pagando uma fortuna pela liberação e por um contrato de cinco temporadas.

Não é segredo para ninguém que o principal motivo de sua transferência do futebol espanhol para o francês foi sair da sombra de Lionel Messi. Comandar uma nova equipe, levando-a à conquista da tão sonhada Liga dos Campeões era o seu grande desafio e também uma ótima oportunidade para ser reconhecido como o melhor jogador do planeta. Não deu certo no primeiro ano, mas por que não pode acontecer nos próximos?

Se Neymar quer dar a volta por cima, depois de uma Copa desastrosa, em termos de resultados e, principalmente, danos à sua imagem, por que não começar mostrando que é capaz de respeitar os contratos que assina e se entender com os outros craques que o rodeiam?

Em termos técnicos, o trio ofensivo que forma com o uruguaio Cavani e o francês Mbappé é um dos melhores, senão o melhor do futebol mundial. O restante da equipe também é forte e ainda há a possibilidade de contratação de reforços, como Phillippe Coutinho. Fora que o goleiro Buffon já acertou sua ida para Paris.

Uma possível ida para o Real Madrid, para substituir Cristiano Ronaldo, jogaria sobre os ombros de Neymar uma responsabilidade pesadíssima – as comparações, caso os resultados não apareçam imediatamente, com certeza, serão cruéis, até porque os “madridistas” foram os primeiros a acusá-lo de “piscinero” e farsante.

Após ver tudo o que sonhou na Rússia se transformar em pesadelo, Neymar precisa mostrar ao mundo que é capaz de mudar, de amadurecer e de se portar como um homem, não como uma criança mimada. E um passo significativo nesse processo pode estar na retomada de sua vitoriosa carreira em Paris. Sem intrigas e disputa de egos e, principalmente, sem cambalhotas e simulações como as que praticou nesta Copa, tornando-se uma piada mundial.

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