Copa 2018

Campanha por Copa sem vira-latas causa polêmica e mortes de cães na Rússia

Quinn Rooney/Getty Images
Cachorros sem dono nas ruas de Sochi, uma das sedes da Copa de 2018 Imagem: Quinn Rooney/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

03/02/2018 04h00

A menos de cinco meses do início da Copa do Mundo, são cada vez mais frequentes as denúncias de cachorros assassinados nas cidades-sede do torneio. O governo russo fez uma campanha para tirar das ruas os cachorros sem donos como forma de garantir a segurança dos turistas que forem ao país ver o Mundial, mas entidades de defesa dos animais apontam irregularidades e crueldade no processo.

A principal acusada é a empresa que ganhou a concorrência para recolher os cachorros das ruas. O governo diz que seu objetivo é criar refúgios temporários para esses animais, mas as acusações de maus tratos não param de chegar aos políticos e responsáveis.

“Recebemos denúncias sobre o assassinato em massa de animais em todas as cidades da Copa, exceção feita a Moscou”, declarou Yuri Koretskij, presidente da Aliança de Defensores dos Animais. “As cidades não têm onde abrigar esses animais e optam pela saída mais fácil e barata”.

De acordo com Angela Makárova, diretora do Fundo para a Defesa dos Animais, em Volgogrado, os responsáveis por recolher os animais matam até aqueles com coleira e identificados como vacinados por campanhas locais.

“Fazem isso para aumentar seus resultados e justificar o dinheiro recebido”, afirmou ela à agência “EFE”. “Destinaram muito dinheiro para a captura de animais de rua e essa empresa que ganhou a concorrência não esconde essas mortes”, completou.

O caso já chegou à Duma, a câmara baixa da Assembleia Federal da Rússia. “Recebemos denúncias massivas de várias cidades-sede do Mundial em que os animais são alvos de tiroteios”, admitiu Vladímir Burmatov, chefe da Comissão de Meio Ambiente da Duma.

Segundo os defensores dos animais, são usadas armas de ar comprimido carregadas com um tipo de veneno que causa convulsões e asfixia durante cerca de 30 minutos, seguidos de morte.

O governo federal se manifestou e ordena que sejam eliminadas “todas as medidas que podem ser classificadas como maus tratos dos animais”. Os órgãos que protegem os animais defendem que eles sejam vacinados e castrados, eliminando as ameaças às pessoas que estiverem nas 11 cidades-sede durante a Copa do Mundo.

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