Copa 2018

Ex-Palmeiras arrebenta em Portugal e sonha com Copa ao lado de CR7

Reprodução/Instagram
Dyego Souza pelo Braga Imagem: Reprodução/Instagram

Marcus Alves

Colaboração para o UOL/Lisboa (POR)

09/02/2018 04h00

Com oito gols marcados no primeiro turno da Liga Portuguesa, Dyego Sousa chamava a atenção pelo Marítimo no início de 2017. Em final de contrato, o seu futuro seduzia diversos clubes, entre eles, o Benfica, que ligou diretamente para o seu telefone e tentou fazer frente à concorrência de propostas que vinham da França, Alemanha e até da Arábia Saudita.

No fim das contas, o centroavante, que passou pelo Palmeiras, escolheu o Braga, quarta força do país.

O motivo? Um conselho dado pelo superagente português Jorge Mendes, que comanda a carreira de Cristiano Ronaldo, James Rodríguez, Ederson e outros craques.

Natural de São Luís, no Maranhão, Dyego Sousa não poderia estar mais feliz com a sua decisão. Faz excelente temporada de estreia no Braga, somou oito gols nos 15 primeiros jogos e, com dupla nacionalidade, teve o seu nome cogitado para amistoso recente dos atuais campeões europeus. Ele sonha com a Copa do Mundo e, para convencer o técnico Fernando Santos, precisa manter o ritmo até a convocação final.

Dividir o empresário com CR7 ajuda, claro, mas não se atreva a pensar que foi fácil convencê-lo a assinar contrato.

“Antes de vir para o Braga, tive diversas propostas, estava livre, eu quem decidia minha vida. Os clubes me queriam, recebi várias ofertas, incluindo de um dos grandes. Mas tive um representante, a Gestifute, empresa do Jorge Mendes, que me aconselhou que o Braga era o time ideal para meu objetivo de carreira. Se fizesse boa temporada, em uma liga conhecida por mim, poderia chegar à seleção”, conta Dyego, em entrevista ao UOL Esporte.

Para selar qualquer acordo com o principal agente do futebol mundial, ele fez questão de conhecê-lo antes pessoalmente, no entanto.

“Quando tive sondagem da empresa do Jorge Mendes, falei com alguns amigos empresariados por eles e muitos diziam: ‘ele me representa, mas nunca conversei com ele’. O Jorge tem o braço direito dele em Lisboa, o (Hugo) Valdir, e no Porto, o (João) Camacho. Falei para o Valdir: ‘não acho graça de dizer que sou representado pelo Jorge Mendes sem ter contato direto com ele. Pode me conhecer da TV, saber quem sou, mas não acho isso... Se puder me apresentar, podemos ver’”, relembra.

“A gente, então, combinou e conheci ele num amistoso da seleção portuguesa em Lisboa. Fui em seu camarote, conversei com ele, pessoa super gente boa, tranquila, simpática, alegre, brincou comigo. Me deu confiança para eu estar tranquilo que ele fazia tudo aqui fora. Queria conhecer a pessoa que a gente só ouve falar. Agora ele tem um percentual em meus direitos”, prossegue.

Em uma futura venda do brasileiro de 28 anos, Jorge Mendes será o responsável por abocanhar a maior fatia, conforme o próprio atacante. Mais um motivo para seguir trabalhando forte no Braga.

Rerodução/Instagram
Imagem: Rerodução/Instagram
Trocou o Palmeiras por Portugal

Com a maior parte de sua carreira construída em Portugal, Dyego Sousa poderia ter iniciado ela no Palmeiras. Passou um ano na base alviverde após ser descoberto em um torneio de futsal atuando pelo Moto Club e jogou ao lado de Souza ‘Ferrugem’, Gualberto, Daniel Lovinho e outros.

“No Palmeiras, disputei apenas uma Taça BH, não cheguei a tempo de pegar a Copa São Paulo, então, na maior parte do tempo apenas treinei. Foi difícil (a adaptação). Fui disputar uma competição Norte e Nordeste de futsal em Fortaleza, um cara do Palmeiras, o Raí, foi me ver, gostou e quis me levar direto para São Paulo. Falaram com o meu pai e acertamos. Um início difícil, era garoto, não recebia nada”, afirma.

No período, surgiu a chance, então, de jogar nos juniores do Nacional, da Ilha da Madeira, berço de Cristiano Ronaldo, e com contrato pronto para ser assinado. Dyego Sousa não pensou duas vezes. Foi um caminho sem volta em sua carreira. No novo país, ele encontrou a sua esposa, formou família e agora aguarda por uma chance com Portugal.

“Eu hoje me considero mais português. No Brasil, eu vou de férias, mas, ainda assim, mais raramente, em sete, oito anos, fui duas ou três vezes no máximo. A minha família vem mais, a minha irmã esteve aqui e meus pais também. Me estabilizei, tenho minha própria casa, não tenho do que reclamar”, revela.

“Soube que, quando o Eder (atacante do Lokomotiv Moscou) se machucou, surgiu essa conversa para um amistoso em que seriam testados jogadores que não tinham sido chamados, mas nada de concreto para mim. Se chegasse (a convocação), aceitaria. É um sonho que tenho, objetivo a cumprir, o motivo de ter dupla nacionalidade. Muita gente sonha com Liga dos Campeões, ser campeão português... Desde pequeno, não tenho certeza se porque vi primeiro, mas sonho em estar numa Copa do Mundo, em um palco como esse”, explica.

Para ter uma maior continuidade e conseguir a sua meta, Dyego Sousa abriu mão, inclusive, de jogar pelo Benfica, atual tetracampeão nacional.

“Foi o Benfica que me ligou, tive proposta, mas optei pelo Braga. No Benfica, vamos supor, teria concorrência maior, Jonas, Jimézez, Mitroglou (hoje no Olympique de Marselha), muitos jogadores, quem ia sair, ficar, espaço que teria. Para mim, pensei que seria mais um lá. No Braga, mais seguro, confortável, era um clube que queria apostar em mim. Está dando certo ate agora”, diz.

Parte de seu faro artilheiro, o maranhense pode creditar ao futevôlei, hobby que mantém em Portugal ao lado de nomes conhecidos como Breitner, ex-promessa do Santos e hoje no Leixões, e do treinador Pedro Emanuel, que comandou o Estoril.

Mais do que à vontade em Portugal, o brasileiro que pode seguir os passos de Deco e Pepe só se incomoda com um detalhe. “Só põe uma observaçãozinha na matéria: o meu pai conta que, nas transmissões no Brasil, sempre falam que sou de São José de Ribamar, zona metropolitana, mas sou de São Luís, mesmo, no Maranhão”, encerra. 

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