Copa 2018

Lista inchada e Alemanha deixam Tite em apuros. Testar ou aprimorar o time?

Pedro Martins/Mowa Press
Tite, durante anúncio da convocação da seleção brasileira; treinador terá dilema de gerenciamento do grupo Imagem: Pedro Martins/Mowa Press

Danilo Lavieri, Dassler Marques e Pedro Ivo Almeida

Do UOL, em São Paulo e no Rio de Janeiro

13/03/2018 04h00

Tite convocou uma seleção brasileira com mais surpresas do que a maioria dos torcedores imaginava. A entrada de nomes como Neto, Pedro Geromel, Anderson Talisca e Willian José incham ainda mais a lista de alternativas para a Copa do Mundo e, ao mesmo tempo, criam um dilema para a próxima data Fifa: o treinador deve aprimorar o time titular ou testar as opções do elenco?

Tudo indica que o comandante usará a mesma lógica que teve na grande maioria dos jogos até aqui. Tite deve treinar os seus 11 titulares, traçar algumas alternativas conforme a necessidade de cada adversário e usar o dia a dia para definir quem ficará no banco.

Foi assim durante as Eliminatórias e nos amistosos disputados até aqui, com a grande exceção sendo os jogos contra Austrália e Argentina, quando diversos reservas como Diego Alves, Rodrigo Caio, Diego Souza e David Luiz receberam chances.

O caso mais emblemático é o de Luan, do Grêmio. Eleito o melhor jogador das Américas após o título da Libertadores, ele não tem mais espaço com Tite, mesmo sem ter tido muitos minutos em jogos oficiais.

Em entrevista ao UOL Esporte, o comandante explicou que a decisão se baseou em treinos e coletivos. Na ocasião, o gremista foi mal nos testes promovidos e, de lá para cá, apesar de manter o bom nível em Porto Alegre, não figura mais nas listas de convocação.

É por isso que será fundamental que Neto vá bem nos treinos e impressione a comissão técnica para tentar desbancar Cássio, a provável terceira opção atrás de Alisson e Ederson. A lógica se repete para Geromel, Anderson Talisca e Willian José. É bem difícil imaginar que eles tenham chance de vestir a camisa da seleção como titulares nestes amistosos, mas a comissão técnica trata as atividades como fundamentais. 

Desempenho do time titular é fundamental na reta final

Até porque Tite está ansioso para treinar sua seleção com adversários de ponta. A Alemanha, por exemplo, é a última campeã do mundo e será, certamente, o rival mais qualificado desde a chegada dele ao comando.

A Rússia, embora não tenha tradição no futebol, é a anfitriã da Copa do Mundo e joga com um sistema defensivo bem forte. O treinador tem falado que uma das suas preocupações para a equipe é ver seus jogadores conseguindo lidar com um time fechado, usando linha de cinco. Ele, inclusive, justificou a convocação de Willian José como uma ótima opção de ter alguém mais fixo na área e que tenha um bom cabeceio.

Entre as alternativas com foco na montagem do time, e não do elenco, Tite tem algumas situações definidas. Quer testar Fernandinho e Coutinho novamente como meias, em uma função à frente do volante principal. Sem Neymar, também pensa em ver Douglas Costa como titular em ao menos um dos dois jogos - o jogador tem feito boas apresentações na Juventus e agradou o treinador. 

Depois de enfrentar Alemanha e Rússia, Tite terá mais duas chances de ver sua equipe antes da estreia da Copa do Mundo. A CBF deve confirmar em breve que Áustria e Croácia serão os adversários do Brasil em amistosos no início de junho. A diferença é que esses jogos já serão disputados com a convocação para o Mundial definida. 

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