Copa 2018

Operação figurinha: após roubos, cargas "altamente visadas" terão escolta

UOL
Figurinhas do álbum oficial da Copa do Mundo vão às bancas nesta sexta-feira Imagem: UOL

Gabriel Carneiro

Do UOL, em São Paulo

13/03/2018 04h00

"É um produto altamente visado, é preciso fazer a proteção".

A frase não é de nenhum especialista em segurança pública, governante ou banqueiro, e sim de José Eduardo Severo Martins, presidente da Panini no Brasil. Tampouco o produto que precisa ser protegido é joia, dinheiro ou produção agrícola, e sim figurinhas do álbum da Copa do Mundo. Para evitar roubos e receptações de cargas com milhares de cromos, alguns veículos passarão a ser escoltados pela Polícia e segurança particular contratada exclusivamente para isso. A "Operação Figurinha" já começa na semana que vem.

Nas edições de 2010 e 2014 da Copa do Mundo houve casos de violência envolvendo roubo de figurinhas. Alguns casos se tornaram públicos: em 2010, uma empresa de distribuição da cidade paulista de Santo André teve um segurança rendido por cinco homens, que levaram 135 mil figurinhas, carga avaliada em R$ 100 mil. Os homens estavam armados e fugiram em um carro roubado. Dois dias depois, a Polícia Militar encontrou as figurinhas roubadas em uma favela de São Bernardo do Campo e prendeu duas mulheres que protegiam a carga. Duas semanas depois um caminhoneiro que fazia entrega em uma loja também no ABC Paulista foi rendido e 40 mil figurinhas roubadas.

Em 2014 novo problema, mas no Rio de Janeiro: em abril, uma carga de mais de 300 mil cromos foi roubada. Uma van fazia a coleta de envelopes sobressalentes para contagem e posterior redistribuição quando foi abordada pelos bandidos, que levaram até o veículo. Dias depois os policiais responsáveis pela investigação receberam a notícia de que um vendedor ambulante estaria comercializando as figurinhas e os casos foram associados, mas não solucionados.

Para 2018, a Panini informa duas medidas para evitar novos roubos de carga, crime que tem crescido nos primeiros meses de 2018: a própria editora assumiu o controle da distribuição nacional de produtos, e não utiliza mais intermediários, e escoltas serão feitas com apoio da Polícia Rodoviária Federal e também seguranças contratados. A ideia é evitar novos episódios de roubo e receptação, que é o crime praticado por quem recebe os objetos roubados para revender.

"Teremos escolta para alguns lugares. O Rio de Janeiro certamente, até pelo cenário que temos atualmente, mas também alguns lugares de São Paulo e outras regiões. É um produto altamente visado e é preciso fazer essa proteção", diz o presidente da Panini, José Eduardo Severo Martins.

O álbum da Copa do Mundo da Rússia foi lançado em evento restrito nesta segunda-feira, mas as figurinhas só começam a ser vendidas na sexta. O álbum (em capa cartão, mole) será encarte de jornais de domingo em todo o Brasil e passa a ser vendido separadamente, assim como o de capa dura, a partir de terça-feira da próxima semana. Cada pacote com cinco figurinhas sairá por R$ 2, enquanto o álbum capa mole por R$ 7,90 e o kit do álbum em capa dura mais 60 figurinhas por R$ 49,90.

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