Copa 2018

Pior anfitrião das Copas? Quase tudo dá errado com seleção russa desde 2014

Epsilon/Getty Images
Fedor Smolov, que anotou duas vezes contra a Espanha, é o homem gol da Rússia Imagem: Epsilon/Getty Images

Danilo Lavieri e Dassler Marques

Do UOL, em Moscou (Rússia)

23/03/2018 04h00

Oito anos depois da África do Sul, a Copa do Mundo viverá, a partir de junho, sob novo risco de ver um anfitrião ficar pela primeira fase. A 84 dias da abertura do Mundial, a Rússia tem verdadeira prova de fogo por confiança. No Estádio Luzhniki de Moscou, a partir das 13h (de Brasília), é o adversário do Brasil de Tite e tentará mudar uma maré para lá de negativa. 

Apesar de resultados animadores no semestre passado contra Espanha e Argentina, o planejamento da seleção da Rússia para a Copa tem sido marcado por problemas dos mais variados tipos. 

Sucessivos fracassos em torneios, mas amistosos deram esperança

O futebol russo tem colecionado frustrações nos grandes torneios e, por exemplo, nunca avançou da fase de grupos desde o fim da União Soviética. Foi recentemente eliminado da primeira fase também na Copa 2014, na Euro 2016 e até na Copa das Confederações de 2017 – é o pior anfitrião da história dessa competição.

Os últimos jogos, porém, ofereceram alguma esperança para a equipe tão carente de talento – só um titular provável joga fora da Rússia. Uma vitória sobre a Coreia do Sul, uma derrota por 1 a 0 para a Argentina e principalmente um empate em 3 a 3 contra a Espanha, em novembro, mostraram alguma evolução. A sequência é de jogos duros, e após o Brasil os russos recebem a França. 

Dança das cadeiras no banco

ALEXANDER NEMENOV/AFP
Cherchesov é terceiro treinador da Rússia desde a Copa 2014 Imagem: ALEXANDER NEMENOV/AFP

Anunciado em 2012 para um projeto de longo prazo, Fabio Capello fez Mundial frustrante no Brasil, mas acabou mantido e renovou contrato até a Copa seguinte. Em péssima campanha nas Eliminatórias da Euro, foi demitido um ano depois e obteve uma rescisão de mais de R$ 50 milhões. Leonid Slutsk, do CSKA Moscou, assumiu o time e teve bom início, mas também falhou na fase de grupos da Euro.

Goleiro com duas Copas do Mundo no currículo, Stanislav Cherchesov não tinha nenhuma glória no futebol russo como treinador, mas acabou escolhido após a Euro 2016. A dobradinha de títulos nacionais de 2015-16 no futebol da Polônia, país rival, foi decisivo para que ele fosse indicado ao cargo com uma missão inglória estabelecida: levar a seleção da casa até a semifinal da Copa.

Brasileiros da Rússia ficam de fora. A bruxa está solta

O nome mais conhecido é Mário Fernandes, ex-lateral do Grêmio e que rejeitou servir a seleção brasileira de Mano Menezes. Há seis anos no CSKA Moscou, ele é titular do time russo, mas não foi convocado por lesão. O goleiro Guilherme, formado no Atlético-PR, vive grande fase no Lokomotiv, mas não foi chamado por opção técnica. A Rússia apressa o processo de obtenção de cidadania para que Ari, atacante da mesma equipe, possa ser chamado ao Mundial.

Ausente do amistoso, mas presença provável na Copa, Mário Fernandes nem é a maior dor de cabeça de Cherchesov. Nas últimas semanas, ele perdeu três jogadores importantes por lesões para o Mundial: os defensores titulares Georgy Dzhikiya, do Spartak, Viktor Vasin, do CSKA, e ainda um respeitado atacante do futebol local - Aleksandr Kokorin, do Zenit. 

Cléber Xavier, auxiliar de Tite, destacou alguns russos

Golovin, meia: “ou joga mais recuado, de segundo volante, como um meia de condução de bola que nos chamou atenção. Usa os dois pés, chama atenção, é destaque da equipe”.

Smolov, atacante: “é um pivô com finalização curta muito forte, com preparação de jogadas e muitos gols nesses jogos recentes”.

Akinfeev, goleiro: “é seguro, com boa saída do gol”.

Glushakov, volante: “boa chegada”.

Miranchuk, meia: “efetivo, de pé esquerdo, tem participado bem”

O que Tite valoriza no confronto em Moscou

"A nossa preparação traz componentes importantes para a Rússia. Primeiro, o contato da seleção com o país sede, com o povo russo, para nos aproximarmos, vermos, tem o lado humano e para saber que, mais que competir, o esporte também agrega. Estamos não só no clima do frio, mas no clima humano também, da energia, da atmosfera de preparação para a Copa. O grau de dificuldade, a qualidade que tem na Rússia, independe de linha de cinco ou de quatro".

"Se pegarmos seis equipes postulantes ao título...a Rússia empatou em 3 a 3 com a Bélgica, em 3 a 3 com a Espanha e perdeu de 1 a 0 para a Argentina, com possibilidade de gols". 

FICHA TÉCNICA

RÚSSIA x BRASIL

Data: 23 de março de 2018, sexta-feira
Horário: 13h (de Brasília) 
Competição: Amistoso
Local: Estádio Luzhniki, em Moscou (Rússia) 
Árbitro: Aleksei Kulbakov (Belarus) 
Assistentes: Dzmitry Zhuk e Aleh Maslianka (ambos de Belarus) 

RÚSSIA: Akinfeev; Smolnikov, Neustädter, Semyonov (Kutepov), Kudryashov e Rausch ; Glushakov, Dzagoev e Golovin; Miranchuk e Smolov. Treinador: Stanislav Cherchesov. 

BRASIL: Alisson; Dani Alves, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Willian, Paulinho, Coutinho e Douglas Costa; Gabriel Jesus. Treinador: Tite.

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