Copa 2018

Combo contra a retranca: Paulinho e Coutinho convencem Tite em teste russo

Pavel Golovkin/AP
Philippe Coutinho e Paulinho comemoram gol do Brasil contra a Rússia em amistoso Imagem: Pavel Golovkin/AP

Danilo Lavieri e Dassler Marques

Do UOL, em Moscou (Rússia)

24/03/2018 04h00

“A bola procura por ele toda hora”.

A frase de Willian a respeito de Paulinho, novamente decisivo no ataque, resume o papel que o volante tem na seleção brasileira. Na vitória por 3 a 0 sobre a super defensiva Rússia, porém, ele teve por perto um jogador que conhece muito bem do Barcelona. Escalado em outra posição, Coutinho combinou com ele em vários momentos e foi aprovado pelo treinador Tite.

Na montagem para encarar a Rússia, a estratégia foi de recuar Coutinho para organizar as jogadas mais atrás e liberar Paulinho para, em muitos momentos, ser quase um segundo atacante pelo centro. Assim, ele anotou um gol, sofreu um pênalti e teve mais duas finalizações claras. E foi até zoado pelo colega Willian. “Falei que era para ele ter feito o hat trick”, brincou.

Auxiliar de Tite, Cléber Xavier comentou sobre a liberdade extra que o volante teve em Moscou. “É uma característica que ele nos empresta há muito tempo, e hoje teve um posicionamento mais adiantado”, explicou.

Já Paulinho se lembrou que uma orientação da comissão técnica, no intervalo, ajudou a criar mais oportunidades contra a retranca da Rússia. “A gente sabia da dificuldade que iríamos enfrentar contra uma linha de cinco [defensores]. Tite pediu para que eu e Coutinho ficássemos atrás da segunda linha deles para recebermos mais próximos da área. Na primeira parte foi difícil, teve oportunidades, mas na segunda encontramos essa forma de jogar atrás da segunda linha”, especificou.

REUTERS/Sergei Karpukhin
Coutinho anotou segundo gol do Brasil na Rússia Imagem: REUTERS/Sergei Karpukhin

Sem Renato Augusto, reserva no amistoso, Coutinho é quem assumiu um novo espaço no campo. Na primeira etapa, estava muito recuado e não conseguiu dar continuidade às jogadas. Depois do intervalo, encontrou o espaço citado por Paulinho. “É difícil de entrar [na defesa] quando se joga com time um pouco atrás. No segundo tempo, o Tite fez ajustes de posicionamento que nos ajudou a furar a barreira”, disse o meia do Barcelona.

A análise de Cléber Xavier sobre ele mostrou como a atuação agradou a comissão contra a Rússia. “Coutinho jogou em uma função nova repetindo a situação. Primeiro, buscando mais atrás e, segundo [tempo], mais adiantado e mais próximo do que possa ser para crescer, dar assistência, jogar com finalização como teve também no segundo tempo”, declarou o auxiliar.

Tite, por fim, resumiu o ‘combo’ que o Barcelona foi buscar recentemente e que a seleção soube usar muito bem em Moscou: “os dois podem jogar em espaços mais reduzidos, ter menos a bola, mas serem letais, porque uma jogada construída e infiltração dada é chance de gol”, declarou.

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