Copa 2018

Antes do 7 a 1: 6 fiascos que marcaram as Copas do Mundo

Do UOL, em São Paulo

27/03/2018 04h00

O dia 8 de julho de 2014 ficou marcado na história das Copas do Mundo pela vexatória derrota por 7 a 1 do Brasil, em casa, diante da Alemanha. Tornou-se mais um fiasco que será lembrado com destaque por muito tempo. Mas outras campanhas pífias de grandes seleções engrossam essa “lista da vergonha”, inclusive com outra equipe que não guarda boas lembranças da Copa de 2014.

Espanha na Copa de 2014, no Brasil

AFP PHOTO / YASUYOSHI CHIBA
Iniesta caminha sozinho no Maracanã na derrota da Espanha para o Chile Imagem: AFP PHOTO / YASUYOSHI CHIBA

Apontada como uma das favoritas ao título, a Espanha havia acendido um sinal de alerta sobre sua força ao perder por 3 a 0 para o Brasil na final da Copa das Confederações de 2013. No entanto, como atual campeã mundial e bicampeã europeia, a geração de Xavi e Iniesta ainda era sinônimo de vitória.

O que ninguém esperava era que a Espanha seria eliminada precocemente na fase de grupos após os dois primeiros jogos. Em cinco dias, o time de Vicente del Bosque já havia se despedido, depois de ser goleado por 5 a 1 pela Holanda na estreia e perder por 2 a 0 para o Chile na rodada seguinte. O triunfo por 3 a 0 sobre a Austrália para fechar o grupo foi um mero amistoso.

Itália na Copa de 2010, na África do Sul

CHRISTOPHE SIMON/AFP Photo
Cannavaro consola Quagliarella após a eliminação precoce da Itália na Copa de 2010 Imagem: CHRISTOPHE SIMON/AFP Photo

Carregando o rótulo de detentora do título, a tetracampeã Itália estava em um grupo teoricamente fácil com Paraguai, Nova Zelândia e Eslováquia. Logo na estreia, porém, a seleção de Cannavaro e Pirlo ficou no empate por 1 a 1 com o Paraguai.

Na segunda rodada, esperava-se uma vitória tranquila sobre os neozelandeses, mas a Itália amargou nova igualdade por 1 a 1. Então, na terceira e decisiva partida, o fiasco se materializou: derrota por 3 a 2 para a modesta Eslováquia e o adeus precoce dos atuais campeões do mundo.

França na Copa de 2002, no Japão e na Coreia do Sul

REUTERS/Jason Reed
Papa Diop fez o gol de Senegal na vitória sobre a França na Copa de 2002 Imagem: REUTERS/Jason Reed

O time de Zidane era uma das sensações do Mundial realizado em território asiático. O título da Copa de 98 sobre o Brasil e a posterior conquista da Euro de 2000 credenciavam a França como forte candidata ao troféu. A expectativa, no entanto, tornou-se frustração com direito a um feito inédito: ser eliminada na edição seguinte à do título sem fazer nenhum gol.

Na estreia, sem contar com o lesionado Zidane, a França parou diante do estreante Senegal ao cair por 1 a 0. No jogo seguinte, empate sem gols com o Uruguai, ainda sem contar com seu camisa 10, que voltou na terceira e decisiva rodada, mas nada fez na derrota por 2 a 0 para a Dinamarca. Resultado: França eliminada como lanterna do seu grupo.

Itália na Copa de 1966, na Inglaterra

Os italianos começaram sua trajetória no Mundial daquele ano fazendo sua parte: vitória por 2 a 0 sobre o Chile. Na rodada seguinte, porém, a derrota para a União Soviética pelo placar mínimo obrigava a Itália a vencer seu terceiro jogo. A missão parecia simples: empatar com a desconhecida Coreia do Norte.

O time asiático era considerado o mais fraco de todos os participantes. A Itália, porém, viu que não era bem assim: a derrota por 1 a 0 para os coreanos a deixou fora da próxima fase e com uma mancha em seu currículo de Copa do Mundo.

Argentina na Copa de 1958, na Suécia

A participação argentina nesse Mundial ficou marcada pelo retorno da equipe após a eliminação precoce: moedas e pedras foram lançadas pela torcida contra a delegação que havia passado vergonha em campos suecos.

Depois de perder para a Alemanha Ocidental na estreia (3 a 1), a Argentina se recuperou na rodada seguinte devolvendo esse placar sobre a Irlanda do Norte. No jogo decisivo, porém, os “hermanos” sofreram sua maior derrota em Copas, sendo goleados por 6 a 1 pela então Tchecoslováquia.

Inglaterra na Copa de 1950, no Brasil

A derrota do Brasil na final em casa marcou uma geração de jogadores e torcedores, mas naquele torneio outro time fez ainda mais feio. Em sua estreia em Copas depois de resolver suas diferenças com a Fifa, a Inglaterra era considerada uma das favoritas por ser simplesmente o país onde nascera o futebol.

Em campo, no entanto, esse detalhe histórico não fez diferença. A Inglaterra estreou com o pé direito e bateu o Chile por 2 a 0, mas logo na sequência foi surpreendida pelos Estados Unidos e uma derrota por 1 a 0. No jogo seguinte, o golpe de misericórdia: a Espanha venceu por 1 a 0 e despachou os ingleses ainda na primeira fase.

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