Copa 2018

Algoz argentino e perfeição: Isco 'cala' Zidane e pede passagem na Espanha

REUTERS/Massimo Pinca
Isco em lance do jogo entre Juventus e Real Madrid, pela Liga dos Campeões Imagem: REUTERS/Massimo Pinca

Thiago Rocha

Do UOL, em São Paulo

04/04/2018 04h00

Isco esteve em campo por 75 minutos na vitória do Real Madrid por 3 a 0 sobre a Juventus, nesta terça-feira, em Turim, pelas quartas de final da Liga dos Campeões. Tentou 54 passes e acertou todos. Um deles foi a assistência que originou o primeiro gol de Cristiano Ronaldo na partida, em cruzamento vindo da esquerda. Participou também do terceiro, anotado pelo lateral brasileiro Marcelo, antes de ser substituído por Asensio.

A atuação perfeita na Champions, ao menos em eficiência na troca de passes, complementa o momento especial vivido pelo meia de 25 anos. Uma semana atrás, com a seleção da Espanha, Isco destroçou a Argentina em amistoso disputado em Madri, com três gols na vitória por 6 a 1, e aproveitou a performance de gala para passar dois recados: um para Zinedine Zidane, cobrando mais espaço no time titular do Real, e outro para Julen Lopetegui, técnico da seleção espanhola, de que ele pode fazer a diferença na Copa do Mundo da Rússia.

Não que Isco passe batido pelos planos de Zidane. Desde que se tornou técnico do clube espanhol, em janeiro de 2016, o camisa 22 foi o terceiro jogador mais utilizado pelo francês, em 106 partidas, empatado com Cristiano Ronaldo e atrás apenas de Lucas Vázquez (111). Seja compondo o meio de campo ou aberto como ponta esquerda, ele é útil em variações táticas.

"Ele tem personalidade e sempre quer jogar. Foi importante entre as linhas. O primeiro gol veio dele. Fez um trabalho fenomenal na saída de bola adversária nos dez ou 15 minutos iniciais. Estou feliz pelo jogo dele e por toda a equipe. É o trabalho de todos", elogiou o treinador após a partida contra a Juventus.

O incômodo de Isco, ao pedir publicamente que o seu chefe no Real Madrid tenha mais confiança em seu potencial, explica-se um pouco na frase acima. O jogador acredita que pode ser mais do que um bom jogador de grupo.

Nas mãos de Lopetegui, seu treinador também nas seleções de base do país, Isco encontra o respaldo que ainda não recebe no clube. Ele é um dos principais nomes da renovada equipe espanhola que irá à Copa na Rússia e pinta como uma das favoritas ao título após campanha vexatória no Mundial de 2014, no Brasil, e da eliminação nas oitavas de final na última Eurocopa.

Gabriel Bouys/AFP
Imagem: Gabriel Bouys/AFP

Além de confiança, há também uma diferença tática. De modo geral, Isco compõe o 4-4-2 do Real Madrid e precisa dividir espaço ofensivo com os laterais e atacantes. Em algumas situações, falta campo para se apresentar com mais eficiência.

Na Espanha, o esquema adotado por Lopetegui é o 4-2-3-1. Na segunda faixa do meio de campo, Isco tem mais liberdade de movimentação, principalmente pelas diagonais.

"Talvez no Real Madrid eu não tenha a continuidade que um jogador necessita e deseja, mas talvez o problema seja eu", avaliou Isco.

Com licença para brilhar pela seleção da Espanha, o jogador revelado pelo Valencia aposta na Copa para a tão sonhada mudança de patamar. Seja no Real ou em outro lugar, já que a imprensa europeia o aponta como possível alvo de Juventus e Manchester City na próxima janela de transferências.

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