Copa 2018

Pekerman foi jogador, virou taxista e agora vai ao 9º Mundial como técnico

Jaime Saldarriaga/Reuters
Pekerman já dirigiu Argentina e Colômbia nas Copas de 2006 e 2014, respectivamente Imagem: Jaime Saldarriaga/Reuters

Do UOL, em São Paulo

06/04/2018 04h00

Quando a Colômbia entrar em campo no dia 19 de junho para enfrentar o Japão, pela primeira rodada da Copa do Mundo, o seu comandante terá a sensação de estrear em um Mundial como técnico pela nona vez na carreira. Ex-jogador e taxista quando jovem antes de se tornar um treinador, o argentino José Pekerman se tornou uma referência mundial em torneios de seleções.

Lionel Messi tinha apenas sete anos quando Pekerman estreou em um Mundial. À frente da equipe sub-20 da Argentina, ele esteve no Mundial do Qatar, em abril de 1995, conquistando uma vitória por 1 a 0 sobre a Holanda. Começava ali uma longa trajetória e um recorde que nem Pekerman podia vislumbrar.

“Ele jamais pensou que se tornaria um protagonista com uma marca como essa. Isso porque, daquele tempo até hoje, todos os desafios à frente de seleções o obrigam a ter soluções urgentes. Pekerman não é de ficar olhando para o passado”, comentou ao “La Nación” Eduardo Urtasun, preparador físico que trabalha com Pekerman desde aquele Mundial do Qatar.

Ao todo, o argentino esteve como treinador em dois Mundiais sub-17 (1995 e 1997), quatro Mundiais sub-20 (1995, 1997, 1999 e 2001) e duas Copas do Mundo (2006 e 2014). Exceção feita à Copa de 2014, quando dirigiu a Colômbia, as demais participações foram sempre à frente da Argentina.

Nessas oito edições, Pekerman alcançou 44 jogos, totalizando 33 vitórias, quatro empates e sete derrotas. Foram três títulos sub-20 e duas quartas de final nas Copas do Mundo com as seleções principais.

Um currículo invejável para um ex-jogador que defendeu Argentinos Juniors e Independiente Medellín e precisou pendurar as chuteiras precocemente aos 28 anos por culpa de uma grave lesão no joelho.

Quando se aposentou dos gramados, Pekerman precisava ajudar sua família. Sem muitas opções, pegou o carro emprestado do irmão Tito e começou a trabalhar como taxista. Rodava as ruas de Buenos Aires levando passageiros e pensando em como se tornar, talvez, um técnico profissional de futebol.

“Eu dirigia fazendo planos para isso, até que em 1981 o presidente do clube [Argentino Juniors] me ofereceu um cargo para ficar responsável por toda estrutura de captação e formação de jogadores”, lembrou Pekerman ao “El País”.

Daí, o argentino viu o caminho aberto para ser treinador das categorias de base e investiu na carreira em clubes até 1994, quando a federação argentina lhe deu um ano de contrato para comandar as seleções de base. Surgiu aí o técnico recordista em Mundiais de futebol.

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