Copa 2018

"Enojado", Gunther Schweitzer faz pré-campanha e pode se candidatar em SP

Stu Forster/Getty Images
Gunther Schweitzer "denunciou" a final da Copa de 1998, agora tenta uma vaga de deputado estadual nas eleições deste ano Imagem: Stu Forster/Getty Images

Emanuel Colombari e José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo (SP)

09/04/2018 04h00

“Se as pessoas soubessem o que acontece na Copa do Mundo, ficariam enojadas”. O e-mail viral que acusa o Brasil de “vender” a final do Mundial de 1998 para a França tornou público um então desconhecido. Gunther Schweitzer, quem assina a “denúncia”, agora quer transportar a indignação do futebol para a vida pública. O professor de educação física, que nunca foi profissional da Central Globo de Jornalismo, está em pré-campanha eleitoral e quer se lançar candidato a deputado estadual em SP.

O Gunther Schweitzer jornalista responsável pela denúncia não existe. Seu real ofício é de professor de educação física, administrador e agora pré-candidato à Assembleia Legislativa de São Paulo pelo Avante, antigo PTdoB (Partido Trabalhista do Brasil). A candidatura, que deve ser oficialmente anunciada apenas em agosto, nasce justamente por ele estar “enojado” da política tradicional.

“O pessoal mandou no Facebook sobre a denúncia da Copa do Mundo e como isso poderia ajudar comigo agora sendo um deputado. Quem sabe, né?”, projetou o candidato do Avante, em conversa com a reportagem do UOL Esporte. “O pessoal tem que tomar cuidado com os meus e-mails aí que lanço às vezes”, completa, rindo.

Gunther Schweitzer sabe da fama adquirida pelo e-mail falso que circula há quase 20 anos e é atualizado a cada grande competição. No entanto, o candidato não pretende utilizar-se desta narrativa para se promover neste período pré-eleitoral. O professor tem viajado pelo interior do São Paulo para angariar votos.

Reprodução/Facebook
Gunther Schweitzer (à esquerda) se filiou ao Avante e tenta uma vaga na Assembleia Legislativa; em SP, partido é presidido por Josué Tavares (à direita) Imagem: Reprodução/Facebook

“Mesmo sem aquele e-mail sendo verdade, através dele aconteceu tudo aquilo lá, mostrou que tinha corrupção na Fifa e na CBF. Se valesse a pena e eu não corresse risco de morte, acho que faria alguma coisa em relação à eleição. Sabemos que a corrupção é crítica e não podemos nos curvar”, disse, em tom mais sério, o “denunciante” do esquema na Copa de 1998.

O professor de educação física diz que cinco partidos o procuraram para disputar a eleição, alguns com o objetivo de aproveitar a “fama” do profissional “enojado” com o ocorrido na Copa de 1998. Entretanto, a proposta do Avante atraiu Gunther Schweitzer, que tem como principais bandeiras de campanha o incentivo ao esporte (atividades físicas) e o combate à corrupção.

Embora focado no trabalho de pré-campanha – ele se diz confiante em conseguir uma cadeira na assembleia de São Paulo -, o candidato já imagina a possível repetição do famoso e-mail no meio do ano. Afinal, é ano de Copa do Mundo, e qualquer resultado se não o título deve gerar nova suspeita sobre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a solução.

“Quero ver essa Copa do Mundo aí. Se o Brasil não passar da primeira fase, se capengar... Jesus, lá vem outro textão aí na internet. Estou até me precavendo”, brincou Gunther Schweitzer, que, apesar de procurar abordar mais o tema político e a própria campanha na conversa com a reportagem, aproveitou para ‘cornetar’ a seleção de Tite.

“Se sofreu para ganhar de uma Alemanha com time C (por 1 a 0, em amistoso no dia 27 de março), com o terceiro goleiro reserva, com molecada, imagine como vai ser a Copa. Já dá para esperar o e-nail. Vou fazer o quê? Sou brasileiro, não desisto nunca. Está difícil. Estou mais voltado para o vôlei e para outros esportes, porque o futebol está difícil”, encerrou o candidato a um lugar como deputado na eleição do segundo semestre.

Confira a carta-denúncia que tornou Gunther “famoso”:

COPA 1998 - Divulgado o escândalo que todo mundo suspeitava!

Talvez, isso explique a razão do jogador Leonardo ter declarado a seguinte frase: "Se as pessoas soubessem o que aconteceu na Copa do Mundo, ficariam enojadas".

Todos os brasileiros ficaram chocados e tristes por terem perdido a Copa do Mundo de futebol, na França. Não deveriam. O que está exposto abaixo é a notícia em primeira mão que está sendo investigada por rádios e jornais de todo o Brasil e alguns estrangeiros, mais especificamente Wall Street Journal of Americas e o Gazzeta delo Sport e deve sair na mídia em breve, assim que as provas forem colhidas e confirmarem os fatos.

Fato comprovado: O Brasil VENDEU a copa do mundo para a Fifa. Os jogadores titulares brasileiros foram avisados, às 13:00 do dia 12 de Julho (dia do jogo final), em uma reunião envolvendo o Sr. Ricardo Teixeira (na única vez que o presidente da CBF compareceu a uma preleção da seleção), o técnico Mário Zagallo, o Sr. Américo Faria, supervisor da seleção, e o Sr. Ronald Rhovald, representante da patrocinadora Nike. Os jogadores reservas permaneceram em isolamento, em seus quartos ou no lobby do hotel. A princípio muito contrariados, os jogadores se recusaram a trocar o penta-campeonato mundial por sediar a Copa do Mundo.

A aceitação veio através do pagamento total dos prêmios, US$70.000,00 para cada jogador, mais um bônus de US$400.000,00 para todos os jogadores e integrantes da comissão, num total de US$ 23.000.000,00 vinte e três milhões de dólares) por meio da empresa Nike. Além disso, os jogadores que aceitarem o contrato com a empresa Nike nos próximos 4 anos terão as mesmas bases de prêmios que os jogadores de elite da empresa, como o próprio Ronaldo, Raul, da Espanha, Batistuta, da Argentina e Roberto Carlos, também do Brasil.

Mesmo assim, Ronaldo se recusou a jogar, o que obrigou o técnico Zagallo a escalar o jogador Edmundo, dizendo que Ronaldo estava com problemas no joelho esquerdo (em primeira notícia divulgada às 13:30 no centro de imprensa) e, logo depois, às 14:15, alterando o prognóstico para problemas estomacais). A sua situação só foi resolvida após o representante da Nike ameaçar retirar seu patrocínio vitalício ao jogador, avaliado em mais de US$90.000.000,00 (noventa milhões de dólares) ao longo da sua carreira.

Assim, combinou-se que o Brasil seria derrotado durante o 'Golden Goal' (prorrogação com morte súbita), porém a apatia que se abateu sobre os jogadores titulares fez com que a França, que absolutamente não participou desta negociação, marcasse, em duas falhas simples do time brasileiro, os primeiros gols. O Sr. Joseph Blatter, novo presidente da Fifa, cidadão franco-suíço, aplaudiu a colaboração da equipe brasileira, uma vez que o campeonato mundial trouxe equilíbrio à França num momento das mais altas taxas de desemprego jamais registradas naquele país, que serão agravadas pela recente introdução do euro (moeda única européia) e o mercado comum europeu (ECC).

Garantiu, também, ao Sr. Ricardo Teixeira, através de seu tio, João Havelange, que o Brasil teria seu caminho facilitado para o pentacampeonato de 2002. Por gentileza passem esta mensagem para o maior número possível de pessoas, para que todos possam conhecer a sujeira que ronda o futebol!

Desde, já agradeço, Um abraço.
Gunther Schweitzer
Central Globo de Jornalismo*

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