Copa 2018

Catherine Taffarel herdou amor por futebol e "analisa" goleiros com o pai

Reprodução/Instagram
Catherine e o pai Taffarel em jogo do Galatasaray Imagem: Reprodução/Instagram

Karla Torralba

Do UOL, em São Paulo

12/04/2018 04h00

“Vai que é sua, Taffarel!”. Catherine Taffarel não se lembra do grito de Galvão Bueno. Afinal, o que representa ver o pai campeão de uma Copa do Mundo para uma criança de 1 ano? Ela não tem como saber. Só sabe como se comportou na final da Copa de 94, quando o pai foi eternizado no gol, por meio de relatos da mãe: “Chorava o tempo todo”.

Vinte e quatro anos depois e fanática por futebol, agora é diferente. Catherine é presença frequente ao lado do pai pelos estádios do mundo, torce e vê de perto o trabalho do ex-goleiro na busca pelo trio que defenderá o Brasil na Rússia. Até a carreira de advogada começa focada no esporte.

“Eu me formei em direito em 2017 e vim para Barcelona fazer administração de direito desportivo. Quando eu fui fazer direito, todo mundo dizia que seria bom, porque eu sou argumentativa. Foi questão de tempo para juntar o amor pelo esporte com o curso”, conta Catherine Taffarel.

Nas andanças ao lado do pai pelos estádios para observar os goleiros, não tem como dar aquele palpite de torcedora, como admite a filha de Taffarel. No entanto, Catherine explica como o pai é focado, organizado e sério na hora de avaliar os goleiros da seleção brasileira.

Reprodução/Instagram
Catherine e o pai Taffarel em jogo da Roma Imagem: Reprodução/Instagram
“A gente foi ver muitos goleiros da seleção e eu fui com ele em vários. Fui ver o Alisson na Roma, Ederson no Manchester City, Neto do Valencia. Esses foram os três que fui ver com ele. É muito legal ver ele analisar. Eu vou mais pelo momento, sou mais torcedora que ele. Ele é mais contido, profissional”, explicou.

E como é o jeito de Taffarel analisar os goleiros? Catherine revela. “Ele sempre comenta as coisas dos goleiros. Com a seleção, principalmente, ele tem uma coisa de pai. Ele é muito orgulhoso, sempre fala dos pontos positivos: saída de bola, reposição, sempre muito concentrado. Quando está no estádio para observar, ele não anota nada, é tudo de cabeça. Eu vejo que quando ele chega em casa, aí anota. Tem folhas e folhas de programar tudo. Eu fico surpresa como ele é organizado”.

Arquivo Pessoal
Pai e filha na Copa de 94 Imagem: Arquivo Pessoal

Aprendeu a andar na Copa de 1994

“Aprendi a andar na Copa de 94”, conta. Como era pequena na época, Catherine revê os jogos do pai hoje em dia. “O que eu mais gosto de ver é a final de 1994 e a semifinal contra a Holanda (1998). É muito orgulho. Eu também gosto dos jogos com o Galatasaray, pela relação com o clube”.

Os palpites no gol da seleção

“Volta e meia palpito. Eu e meus amigos palpitamos. Tenho um amigo que mora em Londres e ele sempre palpita: ‘fala que fulano joga muito’. O pai tenta se concentrar nos goleiros mesmo. Eu fico ali falando: ‘pai, tu viu o lance tal’”. 

Fanática pelo Internacional e o carinho pelo Galatasaray

“Eu ia toda semana ver jogo do Gala (Galatasaray). A gente tem uma relação especial com o clube. Eu sou Colorada, mas a Turquia tem uma coisa especial, a gente viveu muito no clube. Eu tenho vídeos de andar de carrinho de criança no CT, os torcedores são fanáticos e muito receptivos. O pai é muito amado lá. O Gala é meu segundo time”.

Até o trabalho de conclusão da faculdade foi sobre futebol

“Eu fiz direito e dentro do curso tem que achar aquilo que gosta, uma área de interesse. Pode seguir por vários caminhos. Eu vi meu pai jogando, o comprometimento dele então é inevitável escolhi fazer sobre essa questão do jogador e o contrato”. 

Arquivo Pessoal
Imagem: Arquivo Pessoal
Taffarel é ciumento?

“Ele é super tranquilo. Quando eu era mais nova, o pai estava num treino do Gala e teve um jogador que falou pra ele ‘cuidado que vai dar problema’. Mas não tem muito. Assim, eu acho que por ter essa bagagem do meu pai eles ficam mais na dele”.

Assédio da torcida

"Não tem assédio. Pra mim nunca teve nada. Agora nesses últimos tempos aumentou um pouco pelo impacto das redes sociais. Eu acho a gente tem um perfil mais privado, não tem muita exposição. Eu quando vou no jogo, eu vou como torcedora. Às vezes eu tenho que ouvir um ‘vai que é tua....’”.

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