Copa 2018

Ele voltou: o cara que usa meios excêntricos para chegar à Copa

Reprodução Instagram
Mohamed "Ibn Nufal" Nufal saiu do Cairo para pedalar até a Rússia Imagem: Reprodução Instagram

Daniel Lisboa

Colaboração para o UOL, em São Paulo

18/04/2018 06h00

A Copa do Mundo se aproxima e um personagem quase sempre aparece: o cara que vem de muito longe assistir ao torneio. Sem pegar avião, ou pelo menos voando o mínimo possível.

Na Rússia, esse papel caberá ao egípcio Mohamed “Ibn Nufal” Nufal. Ele saiu sábado (7) da famosa praça Tahir, no Cairo, para pedalar até Moscou. Sim, Nufal irá encarar cerca de cinco mil quilômetros de bicicleta.

O intrépido torcedor planeja passar por sete países: além do próprio Egito, estão em seu roteiro Jordânia, Bulgária, Romênia, Moldávia, Ucrânia e por fim a Rússia.

Se você sentiu falta de algum país, é porque Nufal decidiu voar da Jordânia direto para Sófia, na Bulgária. Assim, evitará áreas de conflito como a Síria.

Nufal, que tem 24 anos, espera fazer o percurso em 65 dias. Frequentador do Instagram, ele já começou a postar fotos da viagem. Está equipado com peças sobressalentes, um celular extra, baterias e uma barraca para acampamento.

Além de acampar e dormir em hostels, Nufal declarou que também espera contar com a hospitalidade alheia para, quem sabe, descolar uma cama durante a viagem.

“É mais sobre a viagem do que a chegada. Se fosse apenas pela Copa do Mundo, eu iria de avião. É uma grande oportunidade para ver coisas novas”, disse o ciclista à TV da agência de notícias Reuters.

Ao UOL Esporte, o egípcio contou que viaja com ingressos apenas para o jogo de estreia contra o Uruguai. "Espero que a Fifa reconheça o esforço da minha jornada para que eu consiga ir a outras partidas", diz Nufal.

Já as expectativas para o desempenho da seleção nacional no torneio são mais realistas: "já será um milagre se conseguirmos passar pela fase de grupos, e seria maravilhoso chegar às quartas de final".  

Não é a primeira vez que o futebol é uma boa desculpa para Nufal sair pedalando. Ano passado, ele foi de bicicleta para a Copa das Nações Africanas no Gabão. Passou então por Egito, Sudão, Chade e Camarões. 

Se Nufal chama a atenção pelo meio de locomoção escolhido, é justo dizer que o Brasil também terá seu representante entre essa categoria de viajantes. O ator Caio Castro escolheu um veículo mais confortável – um motorhome -, mas partiu de São Paulo em fevereiro para uma jornada de 30 mil quilômetros e 16 países até a Rússia.

Acompanhado da namorada Mariana D'Ávila, o cineasta Matheus Coutinho e o artista plástico JP Possos, Castro pretende passar por várias cidades brasileiras e locais e países como Saara Ocidental, Marrocos e Portugal.

Nufal e o ator brasileiro repetem histórias de Copas passadas. Em 2014, o inglês Hugh Thompson pedalou 25 mil quilômetros até chegar ao Brasil. Saiu de Londres e, seguindo para o Leste, passou por 25 países e, claro, precisou pegar um avião em alguns trechos, como o entre a Austrália e a Colômbia.

Também em 2014, os britânicos Adam Burns, David Bewickn e Pete Johnston decidiram tornar a ida ao Brasil mais emocionante. Então morando na Austrália, foram até Mendoza, na Argentina, percorrer a pé mais de dois mil quilômetros até Porto Alegre.

Já os americanos Ike Manobla e Henry Flaig foram de San Diego, na Califórnia, até o Brasil. Pedalaram durante cinco meses por México, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica e Panamá.

Outro que viajou da Califórnia para o Brasil por meios pouco convencionais foi o holandês Ben Oude Kamphuis. Em seu carro antigo especialmente estilizado para a ocasião, ele dirigiu 22 mil quilômetros do estado americano até Salvador, na Bahia.

A Copa de 2010, na África do Sul, também teve seu aventureiro. O belga Xavier van Stappen virou notícia ao ir de Copenhage, na Dinamarca, até Gana, na África. O carro foi construído por ele mesmo. Mas, como ele também não era de ferro, fez de avião o trecho entre Gana e África do Sul.

Se aventurar estrada afora para acompanhar Copas do Mundo não é um fenômeno recente. Em 2013, o brasileiro Alberto de Valentim contou à BBC Brasil como, em 1986, comprou uma Kombi e viajou até o México. Repetiu a dose em 1994, quando comprou uma Kombi nova e dirigiu até os Estados Unidos ver o Brasil ser tetracampeão.

Em 1998, na França, Valentim conseguiu o patrocínio de uma empresa de construção para rodar pela França e depois viajar por nove meses pela Ásia e Oriente Médio.

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