Copa 2018

Versátil, lateral da França foi preterido em seu país e hoje vale R$ 104 mi

Kirill Kudryavtsev/AFP
O lateral e zagueiro Benjamin Pavard, durante jogo da seleção da França contra a Rússia Imagem: Kirill Kudryavtsev/AFP

Vanderson Pimentel

Do UOL, em São Paulo

29/04/2018 04h00

Por mais que seja uma das favoritas a conquistar a Copa do Mundo por ter astros como Antoine Griezmann, Paul Pogba e Kylian Mbappé, a França possui grandes chances de ter um desconhecido na equipe que tentará o bi do torneio mundial.

Titular dos Bleus na maior parte das Eliminatórias para a Copa, o lateral direito Djibril Sidibe lesionou o joelho na goleada de 7 a 1 sofrida pelo Monaco contra o PSG, em 15 de abril. Apesar de já estar em recuperação, o jogador do time do Principado corre sérios riscos de não estar na lista de Didier Deschamps, que será revelada no dia 15 de maio.

Neste caso, o provável substituto de Sidibe será um zagueiro improvisado, que há dois anos deixava a França após ser preterido em seu país natal. Benjamin Pavard era um nome conhecido nas seleções sub-19 e sub-21 da França, mas acabou não repetindo o mesmo sucesso como zagueiro no Lille, clube que o revelou em 2014.

Dois anos depois, o jogador, que não era usado pelo então técnico Frederic Antonetti, foi vendido ao Stuttgart depois do clube ser rebaixado para a segunda divisão alemã, por 5 milhões de euros. Apesar da desvalorização, o zagueiro se encantou especialmente com os torcedores do time alemão.

"Eu tinha várias propostas para empréstimo na França, mas o Lille não queria me emprestar. Em seguida, o Stuttgart chegou. É um erro eles terem caído. Lá, a infraestrutura é ótima, os torcedores sempre estão lá e o estádio está sempre lotado mesmo na segunda divisão. Para mim foi o bom desafio para começar minha carreira porque o técnico do Lille não confiava em mim. Ele fez suas escolhas e eu tive que pensar sobre a minha carreira, mesmo que Lille seja meu clube do coração", disse Pavard, em entrevista ao site Goal.

'Novo Hummels' ou 'novo Thuram'?

Mesmo com 1,86 m, Pavard tem bastante facilidade em sair jogando e por sua agilidade, chegou também a jogar como lateral na equipe alemã. Suas aparições, que ajudaram o Stuttgart a ser campeão da 2. Bundesliga e voltar à elite do Campeonato Alemão nesta temporada, lhe renderam o apelido de "novo Hummels" por parte da imprensa local.

Tamanho destaque fez com que o jogador fosse convocado por Didier Deschamps para a seleção francesa pela primeira vez em novembro do ano passado. Escalado como lateral direito, Pavard entrou na vaga de Christophe Jallet na vitória por 2 a 0 contra País de Gales e no empate em 2 a 2 frente a Alemanha.

O jogador de 22 anos foi titular pela primeira vez justamente na última partida dos Bleus, em que sua seleção derrotou a Rússia por 3 a 1, no mês passado. O fato de jogar como zagueiro em seu clube e lateral na seleção francesa não é um problema para Pavard. Inclusive, ele chegou a usar Lilian Thuram, defensor campeão do mundo em 1998, como inspiração.

"Se eu jogar como lateral ou zagueiro, para mim é quase a mesma coisa. Um defensor primeiramente deve defender bem. Antes de mim teve o Lilian Thuram, que também jogou como zagueiro em seu clube e era lateral direito pela seleção. Me sinto bem como zagueiro e também gosto de jogar pela direita. Então, por que não posso fazer o mesmo que ele?".

Valorizado

Sua versatilidade de jogar bem como zagueiro ou lateral já chamam a atenção de outras equipes. Recentemente, Liverpool e Tottenham mostraram interesse no francês, que renovou com o Stuttgart em dezembro até junho de 2021.

No site especializado Transfermarkt, o zagueiro tem valor estipulado em 25 milhões de euros (R$ 104 milhões). No entanto, seu clube acha o valor baixo. O diretor de futebol do Stuttgart, Michael Reschke, afirmou que deseja ver o zagueiro prosperar por mais tempo na equipe.

"Se um clube acha que pode pagar 30 milhões de euros (R$ 125 milhões) neste verão para comprar ele, esse clube está errado. Nem sequer abriríamos a porta para negociação", afirmou.

Apesar de focado em seu atual clube, o próprio Pavard já elegeu alguns times que gostaria de jogar daqui a alguns anos. "Clubes como Barcelona, Real Madrid, Bayern ou Dortmund, isso é algo para se sonhar, mas eu estou no Stuttgart e tenho contrato. Tenho um fim de temporada para jogar, posições para garantir também na seleção. Vamos ver o que acontece no futuro".

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