Copa 2018

Excluídos de Tite: Rafinha irritou ao cobrar e Arthur foi elogiado para Pep

Danilo Lavieri, Dassler Marques e Pedro Ivo Almeida

Do UOL, em São Paulo e no Rio de Janeiro

16/05/2018 04h00

Escolhidos os 23 jogadores de Tite para a Copa do Mundo, fica a decepção para muitos que também trabalharam por uma oportunidade e, de alguma maneira ou em algum momento, estiveram perto da seleção brasileira. A reportagem do UOL Esporte, que acompanhou todas as convocações do treinador, uniu histórias e justificativas sobre alguns desses excluídos da lista decisiva. 

Neto: Postura e treinos quase o colocaram à frente de Cássio

O bom desempenho em atividades em Berlim e Moscou em março fizeram Tite ter uma conversa direta com o goleiro, que foi perguntado de maneira franca se aceitaria ser o terceiro da posição na Copa. O diálogo se seguiu com uma concordância do treinador sobre a dificuldade desse posto, afinal as chances de atuar são ínfimas. A postura de Neto nesse papo agradou bastante, mas prevaleceu, ao fim, a confiança em Cássio. 

Vanderlei: Ele é um arrependimento de Tite

A autocrítica do treinador é que uma oportunidade, ao menos, deveria ter sido dada ao goleiro do Santos em 2017 para que ele atuasse na seleção. Outros jogadores foram testados na posição e perderam espaço, como Weverton e Muralha. Por outro lado, quando o clamor nacional pelo santista cresceu, a comissão avaliava que Cássio era o favorito e Neto deveria ser observado. Não deu tempo para Vanderlei.

Rafinha: Uma entrevista pesou negativamente

A despeito de todas as avaliações técnicas e partidas acompanhadas in loco por Tite e seus auxiliares, o lateral do Bayern de Munique gerou reações negativas na comissão por uma entrevista concedida em dezembro ao Esporte Interativo. Em uma determinada resposta, Rafinha disse que merecia a seleção e que quem o acompanhasse de perto chegaria a essa conclusão. Para as pessoas próximas ao treinador, faltou reconhecimento ao esforço do estafe na observação dos atletas. Tite optou por Fagner e Danilo.

Fabinho: A intensidade foi um fator

Jamais chamado pelo treinador, mesmo quando o Monaco alcançou a semifinal da Liga dos Campeões, Fabinho foi avaliado em algumas ocasiões e a conclusão da comissão de Tite é que ele não conseguia atuar com a mesma intensidade por 90 minutos. A possibilidade de convoca-lo como lateral foi descartada, já que ele há cerca de dois anos se fixou na França como meio-campista.

Arthur: Tite deu um recado sobre ele para Guardiola

Pedro Martins/MoWa Press
Imagem: Pedro Martins/MoWa Press

Em uma conversa com o treinador do Manchester City, que envolveu ainda Douglas Costa e outros temas, Tite foi perguntado sobre Fred, alvo da equipe inglesa. A resposta foi que se tratava de um jogador de altíssimo nível, mas entre um ou outro argumento o treinador da seleção declarou que considerava Arthur ainda melhor. Quis o destino que o Barcelona comprasse o gremista, e que Tite, para valorizar os treinamentos de Fred pela seleção em março, optasse por ele para o Mundial.

Lucas Lima: Parte mental não ajuda

Muito presente nas primeiras listas de Tite e pupilo de Neymar, Lucas Lima deixou o radar pouco a pouco de maneira quase natural pela queda de seu desempenho em clubes. A comissão avaliou que o meia tem uma parte mental que não permite regularidade por períodos mais longos. Lucas chegou a se animar porque, no Palmeiras, jogava em sistema tático similar ao da seleção, mas nem isso sensibilizou a comissão técnica – até um teste com ele pelas pontas foi estudado. 

Giuliano: Posicionamento em campo foi decisivo

A ideia de Tite era utilizá-lo como reserva de Paulinho, como chegou a fazer nas Eliminatórias, mas a transferência à Turquia gerou um efeito curioso: Giuliano se mudou ao Fenerbahce há um ano para jogar mais e se transformou em um dos melhores do time turco. Porém, sempre como meia-atacante ou ponta esquerda, algo muito diferente do que o treinador brasileiro gostaria. A disputa com Taison durou até o fim, mas foi vencida pelo ex-colega de Internacional.

Rodriguinho: Preocupação com muitos corintianos

Entre os pontos avaliados pelo treinador para definir seus 23, a consequência na opinião popular foi um ponto que recebeu atenção especial. A avaliação é que ter três corintianos geraria muitas críticas à seleção. Tite não especificou o quanto isso foi decisivo ou não para que Rodriguinho, que também concorria com Taison, voltasse a vestir a camisa brasileira no Mundial.

Luan: As chances evaporaram em Porto Alegre

Lucas Figueiredo/MoWA Press
Imagem: Lucas Figueiredo/MoWA Press

Chamado no fim de 2017, em sua melhor fase no Grêmio, frustrou Tite. Em papo com o treinador, se prontificou a jogar como ponta, mas um treinamento em Porto Alegre mostrou o contrário para Tite, decepcionado com a baixa intensidade do jogador nas ações sem bola. Luan ainda teve a chance de ir a campo contra o Equador, mas o desempenho reafirmou a impressão negativa. A conclusão é que não havia vaga no sistema tático brasileiro para o melhor jogador da última Libertadores e campeão olímpico.

Oscar: O olho não brilhou

Não se sabe exatamente o motivo, mas Oscar não mostrou, na visão de Tite, muita vontade de vestir a camisa brasileira. Foi chamado pelo treinador em sua segunda lista no comando do Brasil, mas os treinamentos mostraram uma figura apagada, que pouco depois se mudaria para a China. Durante meses, a vaga que poderia ser de Oscar passou de mão em mão até terminar em Fred e Taison.

Willian José: Introspecção foi fator decisivo

Pedro Martins/MoWa Press
Imagem: Pedro Martins/MoWa Press

Presente na última lista antes da decisiva, o centroavante de área que Tite procurava causou decepção. A avaliação é de que ele sentiu o ambiente da seleção e, em vez de se impor, permaneceu introspectivo e se intimidou em determinas situações. A comissão brasileira ainda viu jogos recentes de Willian José, entre os melhores atacantes do Espanhol, mas não mudou a decisão.

Gabigol: Cara feia no banco de reservas 

As referências herdadas por Tite da Olimpíada não foram positivas a respeito de Gabigol, o que ajudou na escolha de Gabriel Jesus como centroavante titular no primeiro jogo, contra o Equador, em agosto de 2016. Pesou, principalmente, a atitude pouco colaborativa sem a bola. Além disso, o atacante santista não aceitou bem a reserva em Quito, mudou de semblante e decepcionou o treinador.

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