Copa 2018

Leis e concessões criam 'guerra' da venda de álcool na Rússia pré-Copa

Lukas Schulze - FIFA/FIFA via Getty Images
Regras específicas de cada região russa podem dificultar acesso a bebidas alcoólicas na Copa Imagem: Lukas Schulze - FIFA/FIFA via Getty Images

Do UOL, em São Paulo

17/05/2018 04h00

A presença de milhares de turistas na Rússia para a Copa do Mundo não está animando os produtores de bebidas alcoólicas do país. A menos de um mês da abertura, a verdade é que o setor está preocupado com as vendas devido às crescentes restrições ao comércio. Até o momento, as cervejarias são as que mais se movimentam tentando amenizar regras relacionadas às bebidas alcoólicas.

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Como um de seus maiores patrocinadores é uma cervejaria, a Fifa conseguiu uma mudança nas leis russas, que proíbem a venda de bebidas alcoólicas em eventos esportivos. Durante a Copa, os 12 estádios e as “fan zones” poderão comercializar a cerveja da empresa em questão.

No entanto, como tal concessão só favorece a patrocinadora da Fifa, as demais produtoras de cerveja estão preocupadas. O maior foco está em Moscou. A capital russa estabeleceu limites ainda mais rigorosos à venda de bebidas alcoólicas.

Segundo o “Moscow Times” e o “Washington Times”,  Kirill Malyshkin, chefe do departamento regional de segurança, anunciou que não será permitida a venda de cerveja e outras bebidas alcoólicas na véspera dos jogos e nos dias das partidas disputadas em Moscou. Exceções só devem ser aplicadas a restaurantes.

A capital russa tem dois estádios da Copa e receberá um total de 12 jogos, incluindo a abertura, a final e outros três confrontos do mata-mata. Se a restrição for mantida a lojas e bares, o período sem venda de bebidas alcoólicas na cidade chegaria a 21 dias durante o Mundial.

Por isso, associações de fabricantes de cerveja já enviaram um documento ao prefeito de Moscou descrevendo as preocupações em torno da proibição. Elas argumentam que a lei durante a Copa pode forçar os consumidores a recorrerem a bebidas ilegais e sem qualidade e ainda destacam os altos valores que deixarão de ser arrecadados em impostos.

As associações também já manifestaram o temor que outros governos regionais sigam a postura de Moscou e apliquem restrições parecidas. Em Rostov tal proposta já foi encaminhada. Outras cinco sedes estudam fazer o mesmo. A Copa começa só no dia 14 de junho, mas muita coisa já está em jogo até lá.

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