Copa 2018

Lesões, doença e decadência técnica tiraram herói de 2014 da Copa da Rússia

Alexander Hassenstein/Getty Images
Imagem: Alexander Hassenstein/Getty Images

José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo (SP)

17/05/2018 04h00

Eram oito minutos do segundo tempo da prorrogação quando Mario Götze mudou a história da Copa do Mundo de 2014. Até então um candidato a grande estrela futura de uma Alemanha que prima pelo talento, o meia-atacante dominou com categoria e finalizou com precisão para dar a vitória aos germânicos na final contra a Argentina, em um lotado Maracanã. Quatro anos depois, apenas lembranças: o jogador está fora do grupo de 27 pré-convocados para o Mundial da Rússia.

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Mario Götze não correspondeu à expectativa depositada sobre ele desde o surgimento aos 18 anos no Borussia Dortmund. Desde o fim da Copa do Mundo de 2014, quando se esperava que o meia-atacante assumisse, enfim, um papel de protagonista na Alemanha, seguidas lesões, uma doença metabólica e a própria decadência técnica tiraram-no do grupo de principais atletas do país.

O talentoso jogador começou a viver um auge antes mesmo de entrar aos 43min do segundo tempo da final da Copa do Mundo e dar o título à Alemanha na prorrogação. Na Liga dos Campeões de 2013, o então jovem de 21 anos foi o comandante do vice-campeonato do Borussia Dortmund e se valorizou.

O Bayern derrotou o adversário local na final e ainda levou o meia-atacante para a equipe, mas não contava com a queda inesperada do projeto de craque. Götze sofreu com uma grave lesão e perdeu espaço no competitivo elenco bávaro, mas seguia com a confiança de Joachim Löw.

Andrew Couldridge Crédito/REUTERS
Doença e lesões atrapalharam a carreira de Mario Gotze Imagem: Andrew Couldridge Crédito/REUTERS

Mesmo sem se firmar como referência, Götze acumulava bons números (30 gols entre 2013 e 2015). No fim de 2015, entretanto, uma lesão grave no músculo adutor da coxa afastou o meia-atacante por três meses. O desempenho no Bayern caiu de maneira evidente. Foram apenas 10 partidas em 2016, número suficiente para Löw leva-lo para a Euro, mas insuficiente para mantê-lo no maior time do país.

A esperança de Götze era recuperar o ritmo no clube responsável por revelá-lo para o futebol europeu. De volta, o meia-atacante encarou uma situação rara e novamente ficou um longo tempo afastado. Em fevereiro do ano passado, o autor do gol do título alemão foi diagnosticado com uma doença que o obrigou a abandonar os gramados por tempo indeterminado.

Götze sofreu de miopatia metabólica, uma doença muscular responsável por enfraquecer os membros do corpo. O problema clínico, que pode ser genético ou adquirido, gerava dores e dificultava o herói da Copa de 2014 de realizar atividades simples como se levantar da cadeira e subir escadas. Foram mais de três meses de tratamento e meia temporada perdida.

Shaun Botterill/FIFA/FIFA via Getty Images
Götze com a taça da Copa do Mundo: herói está fora da disputa em 2018 Imagem: Shaun Botterill/FIFA/FIFA via Getty Images

A partir da doença metabólica, o talentoso jogador jamais readquiriu a forma física. Fora os números tímidos – neste ano, 32 jogos e apenas dois gols -, Götze constantemente sofreu com problemas clínicos. De pequenas lesões a uma ruptura parcial dos ligamentos do tornozelo direito, o eterno herói do tetra alemão acumulou mais de dois meses parado.

Os recorrentes problemas médicos tiraram a confiança da comissão técnica da seleção alemã. No ano passado, Löw usou Götze em duas oportunidades, mas os 45 minutos jogados na soma dos duelos contra Itália e França não convenceram o treinador. Na busca pelo penta, a Alemanha não terá o talismã do tetra.

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