Copa 2018

Seleção quer conversa com Neymar para evitar "pressão exagerada" em retorno

Danilo Lavieri, Dassler Marques e Pedro Ivo Almeida

Do UOL, em Teresópolis

21/05/2018 13h54

A preparação do Brasil para a Copa do Mundo se inicia nesta segunda-feira (21) com entrevista coletiva do coordenador de seleções Edu Gaspar. E, segundo ele próprio informou, a comissão técnica planeja uma conversa com Neymar para reduzir pressões em seu retorno de lesão após três meses de inatividade. 

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"Vou até adiantar um ponto que o Tite vai citar que foge da minha área. O Neymar vai receber a informação de que ele ficou três meses parado e que não é [vindo] dos três meses parado que ele vai ser excepcional. Ele vai subir gradativamente, sem que ele absorva uma pressão exagerada com o desempenho. Que ele faça o amistoso bem, que não absorva uma pressão desnecessária. Ele precisa absorver bem os processos para ter um grande desempenho", explicou Edu Gaspar com menção ao jogo contra a Croácia, no dia 3 de junho, em Liverpool.

"O Neymar vai seguir um protocolo de fisioterapia, já passado pelo PSG, que tem a parte física e a parte técnica. Mas também tem a parte emocional. Da responsabilidade para que ele tenha a real dimensão. É importante dizer que não pensamos só no Neymar. A estratégia de comunicação com os atletas, especialmente do Tite, é com todos. Para quem está vindo de título, de pós-lesão, como o Filipe Luís, para que o Tite possa comunicar e trazer todos bem próximos da gente", acrescentou Edu Gaspar.

O coordenador também atualizou a situação de Neymar, que já há alguns dias faz trabalhos com bola, mas ainda não jogou desde a cirurgia no pé direito. "Conversando com Fábio [Mahseredjian, preparador físico] e Ricardo Rosa [auxiliar de preparação], eles estão bem otimistas. Até o [médico Rodrigo] Lasmar está [otimista] para colocá-lo no dia 3 em ótimas condições para fazer um período do jogo ou o jogo inteiro. Até o dia 3 e o dia 17 [estreia na Copa], temos bastante período de evolução. Levando as informações que eles nos deram, a gente acha que ele pode estar 100% em condições clínicas e emocionais". 

Neymar se apresentou na Granja Comary nesta segunda-feira ao lado de boa parte dos 23 convocados por Tite. Ele chegou de helicóptero acompanhado de Renato Augusto, Douglas Costa e Thiago Silva. O zagueiro Marquinhos, seu companheiro de PSG, foi o primeiro a se juntar à seleção.

A ansiedade e a preparação para a Copa

Pedro Martins / MoWA Press
Edu Gaspar explica o plano que foi feito pensando no retorno de Neymar aos gramados Imagem: Pedro Martins / MoWA Press

"Estamos em um momento especial das nossas vidas, carreiras, estamos em um momento de segurança nas decisões que estão sendo tomadas. Independentemente de minutagem, quantidade de jogos que os atletas estão fazendo. Temos total segurança e estamos confortáveis de estar aqui hoje e fazer uma grande Copa do Mundo, uma grande preparação. Nós temos 27 dias de preparação, amistosos, muitas coisas podem vir a acontecer, muitas decisões podem ser tomadas. O importante é estarmos seguro das decisões", reforçou o coordenador. 

Em um discurso otimista, Edu Gaspar ainda falou sobre as sensações de liderar o processo da Copa do Mundo. "Foi uma dedicação incrível para neste momento estarmos seguros. Estou ansioso para ver as coisas acontecendo, porque tudo o que foi planejado, observado e discutido nos dá segurança. Mas o futuro e as coisas que acontecem daqui para frente são novas e podem surgir pela frente. Tudo o que vocês podem imaginar, de pensar, situações, tudo foi muito bem pensado. Foram discutidos comigo, comissão...", comentou Edu, com menção aos jornalistas. 

"Até com vocês (imprensa) foi um ponto importante", avaliou. "De dar o espaço necessário e de como seria importante estarmos juntos. Não criar um ambiente extremamente fechado, de distância. Isso também foi discutido com a equipe de comunicação, até onde poderíamos chegar e trabalhar bem dos dois lados. Pensamos em todos os pontos", disse Edu.

O coordenador admitiu a ansiedade em sua primeira Copa, já que como jogador perdeu a oportunidade de atuar em 2006 por causa de lesão. "Tem uma realidade que está aí. Todos nós somos novos de seleção. Temos dificuldade, falta de experiência, mas estamos trabalhando em prol de situações que possam aparecer. Quanto aos profissionais que possam estar aqui...conversamos com muitos profissionais. Absorvemos todas as situações possíveis e imaginárias", concluiu. 

Favoritismo? Não há problema

"Temos que parar de ter medo da positividade. Parar de ter medo que o Brasil é um dos favoritos. Temos que ter a consciência de não transformar isso em um peso e ser realista. Não com aquele sentido de 'não é o Brasil'. O Brasil é também. Não tem problema de assumir o favoritismo, de dar um passo à frente e assumir a responsabilidade. Temos uma grande seleção? Temos. É importante contestar? Claro que sim. É sinal de um grande trabalho, um grupo de apoio com grande trabalho, assumir a responsabilidade do positivo. E não transformar isso em uma carga excessiva", comentou sobre o prestígio da seleção atual.

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