Copa 2018

Herói do tetra, Taffarel destoa de um Brasil em tensão pré-Copa do Mundo

Lucas Figueiredo/CBF
Thiago Silva faz atividade física junto com Taffarel, preparador de goleiros da seleção brasileira Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Danilo Lavieri, Dassler Marques e Pedro Ivo Almeida

Do UOL, em Teresópolis

22/05/2018 18h00

Dentro de toda a comissão técnica que vai à Rússia para a disputa do Mundial, ninguém tem tanta experiência em Copas como Taffarel. Em um grupo que admite certa tensão às vésperas de um momento deste nível, o preparador de goleiros, herói do tetra e um dos maiores nomes da história na posição, é uma exceção.

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Taffarel é simplesmente o goleiro que mais vestiu a camisa do Brasil na história das Copas. Foram 18 jogos entre três edições do Mundial, com direito a duas finais e um papel fundamental no tetra, em 1994. Herança da última gestão de Dunga à frente da seleção, o hoje preparador de goleiros tem experiência de sobra na competição. Nos primeiros dias de preparação na Granja Comary, o tom do veterano, calmo e discreto, não dá qualquer margem para a tensão pré-Copa que todos dizem sentir. 

"Lembro de 1990, quando participei. O entusiasmo e a vontade eram grandes e vejo isso nos três [goleiros] agora. A alegria de fazerem parte do grupo, o momento que estão vivendo e por isso estão aqui. Nos dá toda tranquilidade contar com os três. Vejo que têm experiência e todas as condições de representar bem o Brasil", disse Taffarel ao falar da inexperiência dos três escolhidos, inédita para o Brasil em Copas justamente desde a sua estreia

"Eu vejo um crescimento muito grande do Neymar. Todo atacante é especial. É um cara muito descontraído, alegre, feliz. Não precisa de nenhuma ajuda minha. Convive bem aqui dentro. Relacionamento fantástico com jogadores. Além da genialidade, ele ajuda muito com esse bom ambiente", disse ele quando perguntado do maior astro da seleção.

Neymar, inclusive, compõe o enxuto grupo de seis convocados que já disputaram uma edição de Copa (Thiago Silva, Marcelo, Fernandinho, Paulinho e Willian são os outros).

A maneira de lidar com esse momento é diferente da que apresentou Edu Gaspar, por exemplo. Um dia antes, o primeiro a dar entrevista coletiva em Teresópolis reforçou a confiança na preparação de todos, mas admitiu certo nervosismo antes de um "momento especial da vida". O ex-volante, que perdeu por pouco o chamado para a Copa de 2006 como jogador, ainda detalhou um cuidado especial com a reação psicológica de Neymar a todo o período fora por lesão. 

“Todos nós somos novos de seleção. Temos dificuldade, falta de experiência, mas estamos trabalhando visando situações que possam aparecer, com todos profissionais que aqui estão e ouvindo vários outros que já estiveram em Copas”, analisou Edu.

Mais que um simples preparador de goleiros

Pedro Martins / MoWA Press
Imagem: Pedro Martins / MoWA Press

A postura tem a ver com o “tamanho” do goleiro do tetra, privilegiado com a chance de ser o principal personagem da entrevista coletiva nesta terça-feira, logo no segundo dia de trabalho na Granja. Sua influência dentro da comissão técnica, aliás, vai bem além dos papos com os goleiros.

Ele tem liberdade para conversar com os demais atletas e sempre é escutado quando o assunto é histórias dos mundiais. Recentemente, inclusive, brincou com Fernandinho no Instagram recomendando descanso após o meio-campista postar um vídeo fazendo exercícios às vésperas do Mundial. Alisson também revelou um puxão de orelha bem-humorado de Taffarel por ter desembarcado no Rio de Janeiro apenas na terça-feira e não na segunda, como a maioria dos atletas.

No primeiro treino com bola que contou com a presença de Gabriel Jesus, Neymar e Danilo nesta terça-feira, o preparador de goleiros era um dos poucos membros da comissão que estava no campo, mesmo com os atletas de sua posição tendo desenvolvido trabalhos físicos na parte interna da concentração. Nem Tite apareceu. 

Na sua área, especificamente, Taffarel é figura fundamental nas escolhas. Passa por ele a insistência em Alisson como titular do time, mesmo quando o ex-goleiro do Inter estava na reserva da Roma. Também teve a ver com o goleiro do tetra a escolha de Cássio, e não Vanderlei, para a terceira vaga. À vontade com as próprias escolhas, ele não mediu palavras ao comentar quem ficou fora da seleção. 

"Houve conversa [sobre Vanderlei], houve visita, fui lá assistir aos jogos e treinamentos. Talvez ele entre no quadro de bons goleiros, mas que talvez pela seleção tenham melhores. Vanderlei vem fazendo bons campeonatos, mantendo uma regularidade boa. No nosso modo de ver, os que estão aqui estão acima daqueles que estão fora", disse ele sobre o goleiro do Santos. "Acho que tinham goleiros mais preparados, que tiveram uma sequência. Isso não quer dizer que ele não seja bom. Questão de momento, questão de estar um passo à frente", completou ele sobre Fábio, do Cruzeiro. 

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