Copa 2018

Rabiot culpa critério de técnico por pedir dispensa de suplentes da França

Franck Fife/AFP Photo
Meio-campista pediu para ficar fora de lista de suplentes da França e acabou criticado Imagem: Franck Fife/AFP Photo

Do UOL, em São Paulo

25/05/2018 19h31

O meio-campista Adrien Rabiot foi chamado pelo técnico Didier Deschamps para compor a lista de suplentes da seleção francesa na Copa do Mundo de 2018. Não gostou e pediu para ficar de fora da relação, abrindo mão de qualquer chance de ir ao Mundial na Rússia.

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Só que Rabiot não gostou das críticas que recebeu por sua posição. Por isso, publicou nesta sexta-feira nas redes sociais uma resposta aos comentários recebidos.

Em seu texto, o meio-campista do Paris Saint-Germain reclamou dos critérios de Didier Deschamps. Segundo ele, o desempenho em seu clube foi deixado de lado na hora de definir quem iria à Copa do Mundo de 2018.

“Desde minha primeira convocação para a seleção principal, ainda como reserva, em maio de 2016, joguei 88 partidas com minha equipe - o Paris Saint-Germain, um grande clube europeu -, incluindo 13 na Liga dos Campeões da Europa, marcando nove gols e conquistando sete títulos”, escreveu. “Se eu decidir ficar de fora da lista de suplentes, é porque considero que a escolha do treinador não faz qualquer sentido. Por todos estes anos, a mensagem tem sido clara: é a performance em clubes que abre portas para a seleção da França”, completou.

Ainda em seu texto, Rabiot se negou a criticar os demais convocados da França. Além disso, agradeceu ao presidente da Federação Francesa de Futebol, Noël Le Graët, “por ter destacado a exemplar natureza de meu comportamento” desde sua primeira convocação às seleções de base da França, ainda em 2010.

Confira o texto de Adrien Rabiot:

Lettre ouverte : Je me doutais du retentissement qu'aurait ma décision, mais je déplore d'être caricaturé comme un jeune joueur immature incapable de mesurer la portée de ses actes. Footballeur, c'est mon métier mais le football c'est d'abord ma passion. Pour me hisser au plus haut niveau j'ai travaillé encore et encore. Tout ce que j'ai aujourd'hui je l'ai gagné sur le terrain. Et puis j'ai un rêve, comme tous les footballeurs, c'est jouer pour mon pays. Porter le maillot bleu est pour moi un honneur, une fierté. Gagner avec la France, gagner pour la France, est une mission. Depuis l'âge de 15 ans j'ai défendu les couleurs de la France dans toutes les catégories de jeunes, jusqu'à atteindre l'équipe A. J'ai la culture France. Aussi, je n'autorise personne à parler en mon nom de ma relation avec l'Équipe de France. Depuis ma première convocation en A, en tant que réserviste en mai 2016, j'ai joué avec mon club, le PSG, un grand d'Europe, 88 matchs dont 13 en Ligue des Champions, marqué 9 buts et j'ai été récompensé par sept trophées. Si j'ai décidé de me retirer de la liste des suppléants, c'est que je considère que le choix du sélectionneur à mon égard ne répond à aucune logique sportive car depuis toutes ces années le message était clair, ce sont les performances en club qui ouvrent les portes de l'Équipe de France. Je suis un compétiteur sans état d'âme, mais je suis aussi un homme, et à ce titre j'aurais aimé être considéré comme tel. Ma démarche ne vise en rien les joueurs sélectionnés. Et je remercie Monsieur Le Graët, le président de la Fédération, d'avoir souligné l'exemplarité de mon comportement en sélection ces huit dernières années. Enfin, j'assume et j'assumerai toutes les conséquences de mon choix avec le soutien de ma famille et de mes proches.

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“Suspeitei do impacto que minha decisão teria, mas me recuso a ser caricaturado como um jovem jogador imaturo, incapaz de medir o alcance de suas ações.”

“O futebol é meu trabalho, mas o futebol também é minha paixão. Trabalhei de novo e de novo para chegar ao nível mais alto, e tudo que eu alcancei até aqui foi por meio de trabalho duro.”

“E tenho então um sonho, como qualquer jogador, de jogar por meu país.”

“Vestir a camisa azul, para mim, é uma honra, um orgulho. Vencer com a França, vencer pela França, é uma missão. Desde meus 15 anos, tenho representado a França em todas as seleções de base, esperando por minha convocação para a seleção principal.”

“Além disso, não permito que ninguém fale a respeito de meu relacionamento com a seleção francesa. Desde minha primeira convocação para a seleção principal, ainda como reserva, em maio de 2016, joguei 88 partidas com minha equipe - o Paris Saint-Germain, um grande clube europeu -, incluindo 13 na Liga dos Campeões da Europa, marcando nove gols e conquistando sete títulos.”

“Se eu decidir ficar de fora da lista de suplentes, é porque considero que a escolha do treinador não faz qualquer sentido. Por todos estes anos, a mensagem tem sido clara: é a performance em clubes que abre portas para a seleção da França.”

“Sou um competidor sem temor, mas também sou um homem. Como tal, gostaria de ser assim considerado.”

“Minha abordagem não tem como alvo os jogadores selecionados em meu lugar. E agradeço ao senhor Le Graët, o presidente da Federação, por ter destacado a exemplar natureza de meu comportamento ao longo dos últimos oito anos.”

“Por fim, aceito e vou encarar as consequências de minha escolha com o apoio de minha família.”

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