Copa 2018

Antesala da Copa, Inglaterra abriu os olhos de Tite e é inspiração para Edu

Lucas Figueiredo/CBF
Tite e Edu Gaspar conversam em treino da seleção brasileira Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Danilo Lavieri, Dassler Marques e Pedro Ivo Almeida

Do UOL, no Rio de Janeiro

28/05/2018 04h00

A primeira impressão de Edu Gaspar sobre a Inglaterra, há 18 anos, certamente não foi a melhor possível. Por um problema de passaporte, o então jovem reforço do Arsenal foi 'devolvido' ao Brasil assim que desembarcou no aeroporto de Londres. Mas as experiências que viriam assim que o problema foi resolvido seriam as melhores possíveis e abririam caminho para o que a seleção brasileira vai vivenciar a partir desta segunda-feira (28). 

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O Brasil que tem Edu como seu coordenador técnico tem muito do futebol do país como inspiração para Tite, o próprio Edu e outros membros da comissão técnica. E muito dessa influência teve origem nas experiências que o outrora meio-campista barrado no aeroporto vivenciou, absorveu e acabou por transmitir. Inicialmente para o Corinthians, em que foi dirigente ao lado do mesmo treinador. 

A estrutura da comissão técnica corintiana, que hoje guia o Brasil na disputa pelo hexa, teve o Arsenal como principal inspiração. Com Arséne Wenger no clube até dias atrás e Dick Law (ex-sócio da Hicks Muse, parceira do Corinthians em 1999/00) como dirigente importante, Edu buscou informações e formou seu badalado departamento de análise de desempenho com a equipe londrina como base. A dinâmica desse time de profissionais é hoje replicada na seleção. 

Em 2014, sua temporada de reciclagem profissional, Tite teve a ajuda de Edu para conhecer o Arsenal de dentro. Além de assistir a uma partida contra o Bayern de Munique in loco, teve o filho e auxiliar Matheus Bachi como 'tradutor' para entender como funcionava a análise de desempenho na equipe londrina. Na volta dele ao Corinthians, no ano seguinte, os analistas e os auxiliares técnicos passaram a usar cada vez mais os vídeos como instrumento para correções dos atletas.   

Outro ponto importante que foi incorporado por Tite em sua comissão técnica foi o uso do GPS em atletas durante as atividades. Nessa mesma visita ao Arsenal, em 2014, o treinador se impressionou com a nova ferramenta que permitia aos preparadores físicos controlarem praticamente em tempo real as cargas dos jogadores. Matheus, que entre os auxiliares da seleção é aquele que mais se aproxima da tecnologia, chegou a definir o item como o "próximo passo a ser dado", em 2015.  

Além de Tite, que modernizou métodos a partir de intercâmbio, e Edu, que também fez curso de gestão esportiva na Inglaterra e fala o idioma local com relativa fluência, outro membro da comissão que tem intimidade com os ingleses é Sylvinho. Além de ter vestido a camisa do Arsenal, o auxiliar também encerrou a carreira no Manchester City e buscou por lá referências para algumas convocações. Seja para perguntar de Richarlison ao lateral Zabaleta, que o enfrentou em um Watford x West Ham, ou com Domenec Torrent, auxiliar do City, a respeito de Danilo. 

Premier League é o torneio mais influente entre os 23 convocados

Divulgação
Centro de Treinamento do Tottenham abrigará seleção brasileira Imagem: Divulgação

Com quatro jogadores do campeão inglês Manchester City [Ederson, Danilo, Fernandinho e Gabriel Jesus], além de Firmino, do Liverpool e Willian, do Chelsea, a Premier League também é a competição predominante entre os convocados de Tite. Se não bastasse o sexteto, ainda há Coutinho, hoje no Barcelona, mas que se desenvolveu justamente no futebol da Inglaterra até janeiro. 

O jogo praticado por lá também chama a atenção de Tite, que recentemente saiu do Brasil até Manchester para acompanhar um duelo entre City e Chelsea. A ideia central desse jogo era analisar como o time de Guardiola encontraria espaços diante do Chelsea de Antonio Conte e sua eficiente linha de cinco defensores. Um cenário que a seleção brasileira vivenciara meses antes, em amistoso contra a mesma Inglaterra, e que o treinador espera encontrar na Copa. 

Com mais de 300 mil metros quadrados e 15 campos, o luxuoso e novíssimo CT do Tottenham, no bairro de Enfield, em Londres, será a casa do Brasil até o próximo dia 8. A ideia de Edu Gaspar e da comissão técnica ao viabilizar a parada em Londres é deixar os jogadores em um local tranquilo para trabalhos com bola. Outro ganho é uma transição para o fuso-horário russo, com quatro horas de diferença na Inglaterra antes das seis horas da Rússia. 

O Brasil deixará Londres pela primeira vez no dia 1º, quando parte para Liverpool, onde enfrenta a Croácia no dia 3. A equipe volta à capital inglesa e treina por lá até o dia 8, quando viaja para Viena, palco do amistoso contra a Áustria, no dia 10. A estreia no Mundial da Rússia está marcada para o dia 17, contra a Suíça, em Rostov.

Neste começo de preparação em Londres, o Brasil estará desfalcado do lateral Marcelo, do meio-campista Casemiro e do atacante Roberto Firmino, que disputaram a final da Liga dos Campeões no último sábado e só se apresentam na quarta-feira.

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