Copa 2018

França está atrás de 'Brasil, Alemanha e Espanha', afirma Giroud

REUTERS/Gonzalo Fuentes
Giroud, atacante da França Imagem: REUTERS/Gonzalo Fuentes

Da AFP

06/06/2018 17h40

Clairefontaine-en-Yvelines, França, 6 Jun 2018 (AFP) - O atacante Olivier Giroud, 31 anos, convocado para defender a França na Copa do Mundo da Rússia-2018, afirmou nesta quarta-feira que sua seleção está apenas "atrás de Brasil, Alemanha e Espanha" na briga pelo título mundial, em entrevista à AFP.

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- Em que nível se encontra a França nesta Copa do Mundo?

"Atrás de Brasil, Alemanha e Espanha. Isso deixa uma vaga nas semifinais. É o objetivo da Federação. Mas entre os jogadores falamos que em uma competição como essa não podemos nos contentar em dizer que será melhor da próxima vez... Para mim, certamente é a última Copa. Então quero realizar meu sonho de infância e vencer, simplesmente."

- O que é preciso melhorar antes da Copa?

"É possível que seja necessário lidar melhor com nossos momentos mais difíceis, nos quais temos que estar ainda mais exigentes e deixar menos oportunidades ao adversário em nossos momentos de fraqueza. Depois, certamente, buscar mais efetividade nos momentos-chave."

- A seleção francesa é jovem demais?

"A partir do momento em que os jovens têm o costume de estar em grandes jogos e aguentam a pressão, está bem. Eles têm bastante experiência, são talentos já consagrados. Não é preciso se preocupar com isso. Se eles tiveram um pouco de despreocupação, deixando de lado a importância do torneio, também é bom. Mas a experiência também importa muito, por isso é bom ter jogadores mais experientes, como é o meu caso."

- Você quer aproveitar esta Copa para alcançar David Trezeguet, terceiro maior artilheiro da história da seleção francesa com 34 gols?

"Trezeguet está a três gols (Giroud tem 31 gols pela seleção, como Zinedine Zidane). Tenho a vontade de alcançá-lo e de marcar o máximo de gols possíveis. No plano pessoal, é um objetivo. Uma ambição. Mas já igualei Zidane e isso ninguém poderá tirar de mim".

- Durante a preparação para a Copa, você foi titular contra a Irlanda, mas não diante da Itália. Acredita que estará entre os onze em campo na estreia no mundial contra a Austrália?

"Não penso nisso. Não monto o time, não decido. De qualquer forma, nos adaptamos e devemos responder às expectativas do técnico."

- Como evoluiu sua relação com o técnico Didier Deschamps?

"Sempre foi da mesma forma. É alguém próximo aos jogadores e que sabe conversar, encontrar as palavras adequadas. Se instaurou uma relação de confiança ao me colocar de titular e me permitir jogar partidas. Nas minhas dez últimas partidas como titular consegui marcar 10 gols, então estou numa boa fase e espero continuar assim."

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