Copa 2018

Marquinhos se surpreende com perda de vaga para T. Silva. Lateral é plano B

Bruno Domingos/Mowa Press
Marquinhos e Thiago Silva duelam por vaga na seleção brasileira Imagem: Bruno Domingos/Mowa Press

Danilo Lavieri, Dassler Marques, João Henrique Marques, Pedro Ivo Almeida e Ricardo Perrone

Do UOL, em Londres e Barcelona

06/06/2018 04h00

Marquinhos e Miranda formaram, em 11 dos 20 jogos da era Tite, a dupla de zaga titular da seleção brasileira. Na reta final para a Copa do Mundo, no entanto, Thiago Silva tem ganhado espaço. O amistoso do próximo domingo (10), diante da Áustria, deve firmar de vez a nova condição do capitão do último Mundial. 

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Marquinhos, o segundo zagueiro mais escalado na era Tite, compreendeu a situação nova. O discurso dele às pessoas mais próximas tem sido de trabalhar e colocar o grupo acima de questões individuais. Ainda assim, o banco é uma surpresa para o defensor e seu estafe: com um histórico positivo no time, ele chegou a receber a braçadeira de capitão em novembro e não teve nenhuma queda de desempenho marcante - são 12 jogos do Brasil com ele, e só dois gols sofridos. Um deles foi contra, anotado pelo próprio. 

Arte/UOL
Imagem: Arte/UOL

Tite, há bastante tempo, considerava Thiago Silva como um potencial titular. Essa ideia ganhou força em março, quando Marquinhos se apresentou para os amistosos contra Rússia e Alemanha com condição física inferior por lesão muscular que sofrera recentemente. Thiago jogou em Moscou e Berlim, o Brasil passou mais dois jogos sem ser vazado e ele ainda fez um gol. Na última semana, acabou mantido para pegar a Croácia e, com nova apresentação segura, ficou mais perto de atingir seu objetivo. 

Depois da vitória sobre a Croácia, Thiago falou sobre a situação e admitiu que a disputa por vaga virou espécie de tabu entre os amigos. "O Marquinhos tem um futuro brilhante e demonstrou isso comigo no PSG. Com certeza, daqui alguns anos será um dos melhores do mundo e sei o quanto ele trabalha para isso. Fiquei até um pouco constrangido de chegar nele e falar em continuar trabalhando, porque isso existe da briga de posições. Mas, queria colocar a amizade em primeiro lugar, falar que ele é fera e que continue trabalhando. Isso faz com que nosso nível de atuação aumente", comentou.

Se em março Thiago Silva se beneficiou de um problema de Marquinhos, no início da era Tite foi o oposto. O jovem, pouco depois de ser campeão olímpico, começou o trabalho como titular com Miranda. Naquele momento, Thiago não foi chamado por lesão, e até por isso foi reserva em boa parte do trabalho. O aspecto experiência sempre agradou o treinador, que costuma fazer um comparativo internamente: Marquinhos tem pelo menos dois Mundiais pela frente, mas o colega já tem dois no currículo. 

Amigos a ponto de saírem juntos por Paris, eles viveram uma situação curiosa na chegada de Marquinhos ao clube. Dez anos mais jovem que Thiago, ele cresceu nas categorias de base do Corinthians com o hoje concorrente de posição como principal ídolo no futebol, fato confirmado em entrevistas da época. 

E a situação vivida na seleção, curiosamente, se opõe a algumas no clube. No principal jogo da temporada, foi reserva do jovem Kimpembe contra o Real Madrid. Os meios franceses discutem a capitania há algum tempo e costumam exaltar a liderança de Marquinhos, que é o segundo de todo o elenco na hierarquia pela braçadeira. Recentemente, ao deixar o clube, Unai  Emery admitiu que o desempenho de Thiago em sua primeira temporada à frente do time (2016/17) não tinha sido das melhores.

Comissão técnica já consultou Marquinhos sobre lateral 

A atuação de Danilo foi alvo de elogios de Tite no último domingo. Além disso, Fagner está recuperado de problema muscular e tem projeção de ganhar minutos no próximo amistoso, contra a Áustria, em Viena, no domingo (10). Mas, se houver alguma eventualidade no setor que perdeu Daniel Alves, Marquinhos também está de prontidão: ele já foi consultado pela comissão técnica a respeito da possibilidade e avisou que estaria disponível a executar a função de lateral - ele já jogou assim no PSG.  

Sob o comando do mesmo Tite, ainda nos tempos de Corinthians em que era promessa, Marquinhos chegou a ser escalado como volante e lateral direito. Sem sequência e atrás de outros jogadores mais experientes na disputa por posição, optou por deixar o clube na época para atuar pela Roma-ITA. A negociação teve o aval de Tite.

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