Copa 2018

Como investimento na base enfim legitima otimismo da Inglaterra com seleção

Carl Recine/Reuters
Dele Alli e Marcus Rashford sorriem durante treino da seleção inglesa; dupla participou de campanha bem-sucedida no sub-21 Imagem: Carl Recine/Reuters

Do UOL, em São Paulo

12/06/2018 13h23

Empurrada pela famosa geração de Steven Gerrard, Frank Lampard e David Beckham, a Inglaterra chegou às últimas Copas do Mundo sob relativo otimismo da imprensa e torcida locais. E o resultado foi o mesmo: eliminações precoces e decepção. Os velhos ídolos se aposentaram, mas o investimento na base fez surgir uma nova leva de atletas que justifica a sensação de que o jejum de títulos pode chegar ao fim no Mundial da Rússia.

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A seleção inglesa tem como único título relevante a Copa do Mundo de 1966. Desde então, conquistou como principais resultados o quarto lugar da edição de 1990 do torneio, além de ter chegado até as semifinais da Eurocopa de 1996.

A empolgante geração, que além de Gerrard, Lampard e Bechkam tinha nomes como John Terry, Ashley Cole, Joe Cole, Wayne Rooney e Michael Owen trouxe a esperança de que algo grande estava por vir, mas não foi o caso. Os melhores resultados foram as quartas de final das Copas de 2002 e 2006 e das Eurocopas de 2004 e 2012.

O declínio da geração coincidiu com a afirmação do Campeonato Inglês como liga de maior investimento do mundo. A consequente importação de jogadores, cujo fluxo ficou cada vez maior, fez com que atletas estrangeiros ocupassem o espaço que antes era dos formados e revelados no país.

A escolha do atual treinador da seleção ajuda a mostrar como a Inglaterra voltou sua atenção para a base após os fracassos recentes. Gareth Southgate assumiu a equipe principal em 2016 depois de passar três anos treinando a equipe sub-21. Foi com ele que se deu o início da campanha que levou o time de base até as semifinais do Europeu da categoria no ano passado.

A campanha, que foi de 2015 a 2017, contou com cinco jogadores que acabaram convocados para a Copa: o goleiro Jordan Pickford, do Everton, o volante Eric Dier, do Tottenham, os meias Dele Alli, do Tottenham, e Ruben Loftus-Cheek, do Chelsea, e o atacante Marcus Rashford, do Manchester United.

A convocação para a Copa do Mundo ainda mostra como atletas revelados em clubes que brigam por títulos na Inglaterra conseguiram espaço como profissional, o que representa uma quebra de paradigma no financeiramente forte futebol do país. São os casos de Trent Alexander-Arnold, do Liverpool, Harry Kane, do Tottenham, e Jesse Lingard e Marcus Rashford, do Manchester United.

Até mesmo clubes que vão ao mercado em busca de reforços agora olham com mais carinho para jogadores formados na Inglaterra. O Manchester City foi campeão do inglês tendo entre suas fileiras Kyle Walker, John Stones, Fabian Delph, e Raheem Sterling, todos revelados por outros clubes ingleses. Os quatro foram convocados para a Copa do Mundo.

Entre as características da geração que representará a Inglaterra na Copa do Mundo está a versatilidade. Delph foi campeão inglês pelo City jogando como lateral-esquerdo e foi convocado por Southgate como meio-campista. Walker, lateral-direito da equipe de Manchester, pode atuar como zagueiro em um sistema com linha de três. Ashley Young, do rival Manchester United, faz tanto a lateral quanto a ponta pela esquerda. Rashford, seu companheiro de equipe, pode ser a referência do ataque ou atuar aberto.

A Inglaterra está no grupo G da Copa do Mundo, que tem ainda Bélgica, Panamá e Tunísia. A seleção estreia dia 18, segunda-feira, contra os africanos.

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