Espanha

Ídolo do Real que levou Lopetegui, Hierro simboliza Espanha que não vencia

Pierre-Philippe Marcou/AFP
Imagem: Pierre-Philippe Marcou/AFP

Do UOL, em São Paulo

13/06/2018 16h00

Anunciado como novo técnico da Espanha nesta quarta-feira (13) após a demissão de Julen Lopetegui, Fernando Hierro está longe de ser um desconhecido do torcedor espanhol. Pelo contrário. 

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Um dos principais jogadores espanhóis da década de 1990, Hierro também é o símbolo de uma geração que prometeu muito e entregou pouco atuando pela seleção. Ao lado de nomes como Raúl, Amor, Zubizarreta, Guardiola e Mendieta, ele foi a quatro Copas do Mundo e nunca conseguiu passar das quartas de final, com direito a eliminação nos pênaltis para a Coreia do Sul, em 2002, e queda na primeira fase em 1998, em um grupo que tinha Paraguai, Dinamarca e Bulgária.

Chamada de "Fúria", a seleção que sempre figurava em uma lista de "apostas" para grandes competições invariavelmente fracassava, estigma que diversas vezes foi apontado como empecilho para a Espanha. A importância de Hierro é tão grande que ele, mesmo zagueiro de origem, é o quarto maior artilheiro da história da equipe, atrás apenas de David Villa, Raúl e Fernando Torres. Cobrador de faltas e pênaltis e bom cabeceador, ele marcou época mesmo sem os títulos. 

É um cenário bem diferente do que ele encontra hoje, com a Espanha campeã do mundo em 2010, bicampeã da Euro (2008 e 2012) e favorita ao título na Rússia. Diretor técnico da Real Federação Espanhola desde novembro do ano passado, Hierro só terá a missão de comandar a seleção que capitaneou de 1998 a 2002 porque Julen Lopetegui abalou as estruturas do time ao aceitar o emprego de técnico do Real Madrid. Avisada de última hora, a diretoria da entidade demitiu o treinador nesta quarta pela manhã e passou o cargo a Hierro, que chegou prometendo continuidade

"São dois anos de trabalho, uma grande parte do trabalho ainda está conosco, vimos vídeos do próximo jogo, temos que ser inteligentes, coerentes e daqui para o jogo contra Portugal não temos muita coisa para mudar. Estive presente em todos os treinamentos, no dia a dia estivemos presentes e não podemos mudar nada em dois dias ".

É a chance de ouro para Hierro consolidar a carreira de treinador que, ao menos até agora, contrasta com seu sucesso como atleta. Diretor esportivo da Espanha no fim da década passada, quando começava a era de ouro, ele foi assistente-técnico de Carlo Ancelotti no Real Madrid e teve uma breve experiência como comandante do Oviedo. Como jogador, no entanto, seu currículo impressiona. 

Desde 1987, quando se profissionalizou aos 19 anos, jogando pelo Real Valladolid, Hierro empilhou títulos. Pelo Real Madrid, para onde iria dois anos depois para viver 14 anos de glória, disputou 584 partidas, marcou 123 gols e foi expulso de campo 13 vezes. Jogando ao lado de astros como Ronaldo, Roberto Carlos, Zinedine Zidane, Raúl e Figo, Fernando Hierro conquistou três Ligas dos Campeões, cinco Campeonatos Espanhóis, uma Copa do Rei e dois Mundiais de Clubes, somando 16 títulos e garantindo seu lugar como um dos maiores ídolos da história merengue.

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