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Copa 2018


Presidente da Fifa promete revolução em transferências de jogadores

Mladen Antonov/AFP
Gianni Infantino discursa durante congresso da Fifa Imagem: Mladen Antonov/AFP

Rodrigo Mattos

Do UOL, em Moscou

13/06/2018 04h57

Em seu discurso no Congresso da Fifa, em Moscou, o presidente, Gianni Infantino, prometeu uma revolução nas transferências de jogadores de futebol, embora admitindo resistência as suas ideias. O dirigente refere-se ao seu projeto de 11 pontos para mudar as regras de transferência, incluindo medidas para limitar o poder dos superclubes e agentes. O congresso ocorre na véspera da abertura da Copa na capital russa.

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Essa proposta de Infantino tem sido pregada em reuniões regionais com dirigentes. O objetivo, teoricamente, é defender clubes formadores como os sul-americanos contra o poder econômico de times mais ricos e empresários.

"Estamos trabalhando em uma revolução nas transferências. Queremos melhorar essa imagem feia que chega. Temos que proteger jogadores e clubes que formam jogadores. Temos que fazer em todo mundo porque, se não fizermos, vai acabar a formação de talentos. Sabemos que não teremos só amigos. Seria mais fácil fechar os olhos como se tudo estivesse bem. Mas tudo não está bem", discursou Infantino.

Entre as medidas, estão medidas restritivas para que clubes acumulem jogadores em seus elencos mesmo que não os utilizem, o que seria feito por meio de limitação a empréstimo e até há discussão sobre tetos salariais. Outra ideia na agenda é limitar as comissões de empresários. Há resistência em partes da UEFA e em clubes a essas medidas.

Além disso, o presidente da Fifa defendeu sua política de aumento da Copa do Mundo para 48 times a partir da edição de 2026. Não haverá discussão sobre antecipar esse aumento para a Copa-2022 após resistência apresentada pelo Qatar.

"A classificação para o Mundial é o maior desenvolvimento do futebol para um país. Por isso, decidimos aumentar a Copa. A qualidade existe. Alguns vão estar convencidos quando falarem com quem não se classifica e o desastre que é não se classificar", ressaltou Infantino.

Além disso, ele classificou como corajosa a medida de colocar o árbitro de vídeo na Copa-2018, após dois anos de testes. Disse que os árbitros não podiam ser deixados sozinhos sendo os únicos a não saber que não tinham errado, pois todo o público tinha visto equívocos na TV.

Em relação à preparação para a Copa, o presidente do Comitê Organizador da Rússia, Aleksander Sorokin, disse que o país está pronto para abertura do Mundial, com todos os estádios e centros de treinamentos concluídos.

Premiação maior em Qatar-2022

A Fifa também confirmou durante o congresso que a Copa do Mundo do Qatar, em 2022, terá um aumento na premiação para US$ 440 milhões (cerca de R$1,6 bilhão), o que já havia sido adiantado no relatório divulgado em março. Na Rússia, o valor total distribuído em premiações será de US$ 400 milhões (R$ 1,48 bilhão).

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