Copa 2018

Coronel Nunes falta a evento da Conmebol; vice da CBF diz que apoiará EUA

Rodrigo Mattos/UOL
Evento da Conmebol não contou com presidente da CBF, Coronel Nunes Imagem: Rodrigo Mattos/UOL

Rodrigo Mattos

Do UOL, em Moscou

14/06/2018 06h34

Um dia após votar em Marrocos para sede da Copa de 2026, contrariando posicionamento da Conmebol, o presidente da CBF, Coronel Nunes, não compareceu a evento da entidade sul-americana em Moscou, nesta quinta-feira (14).

Brasil estreia às 15h deste domingo; veja a tabela
Simule os classificados e o mata-mata do Mundial
Super-heróis: Marcelo sofreu com 7 a 1 e ganhou peso

O encontro entre dirigentes da Conmebol ocorreu para lançar candidatura de Argentina e Uruguai para a Copa do Mundo de 2030. A CBF foi representada pelo futuro presidente da entidade, Rogério Caboclo, e pelo vice-presidente Fernando Sarney.

Em discurso, Fernando Sarney, que é representante da Conmebol no Conselho da Fifa, tentou amenizar o clima com a entidade sul-americana: 

"A CBF como instituição estará sempre do lado da Conmebol. Qualquer decisão diferente disso é apenas uma decisão individual".

O voto da CBF contrário à chapa Estados Unidos, México e Canadá foi criticado pelo presidente da Federação Argentina de Futebol (AFA), Claudio Tapia.

“Cada um vota como quer. Mas quando se decide coletivamente dentro da Conmebol, tem que se respeitar. Não tenho nada contra Marrocos. Tem que ser coletivos e cumprir”, enfatizou o presidente da AFA.

CBF é vista como traidora na Conmebol

A CBF passou a ser tratada como traidora dentro da Conmebol após Coronel Nunes votar no Marrocos. A decisão também pegou mal entre outros membros da entidade brasileira e com os integrantes da candidatura dos EUA, México e Canadá. Há a possibilidade de esse voto afetar as relações para organização da Copa América, tanto a de 2019 como das edições seguintes.

Todas as federações nacionais da Conmebol tinham fechado a decisão de votar na tríplice candidatura da América do Norte. Essa opção foi declarada em reunião no início do ano e reforçada em encontro no Conselho da Conmebol na segunda-feira.

No entanto, durante a votação, a CBF foi a única das dez federações nacionais da América do Sul que votou no Marrocos. O Coronel Nunes foi o responsável pelo voto, embora estivesse acompanhado de dois presidentes de federações.

Logo após a votação, ele manifestou simpatia pelo Marrocos, mas quis ressaltar que o voto era secreto. Não era. Imediatamente após a divulgação do voto, começou a revolta de cartolas sul-americanos, da América do Norte e até da CBF.

O presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, cobrou diretamente o representante brasileiro na entidade, Fernando Sarney. Foi usada a palavra traição na conversa. Outros dirigentes da cúpula da confederação também usaram palavras duras. Sarney, no entanto, foi pego tão de surpresa quanto os outros dirigentes da Conmebol e teve que explicar um voto do qual discordava.

Questionado por jornalistas brasileiros, Dominguez demonstrava clara irritação, mas não quis falar sobre o assunto. "De mim vocês não vão tirar uma palavra", disse, se esquivando. Outros dois dirigentes sul-americanos procurados demonstraram surpresa e descrença com a CBF.

Confrontado, o Coronel Nunes inicialmente alegou que tinha se atrapalhado e votado errado. Posteriormente, admitiu que apoiou o Marrocos por vontade própria porque é um país que nunca recebeu uma edição de Copa. Pelo menos foi o que afirmou aos seus pares. Repetiu assim o discurso feito a jornalistas em entrevista.

Outro prejudicado foi o futuro presidente da CBF, Rogério Caboclo, que foi aos encontros da Fifa para se articular e conquistar espaço. Acabou entrando no meio de um tiroteio com a CBF como alvo. Lembre-se que foi o ex-presidente da entidade Marco Polo Del Nero, padrinho da eleição de Caboclo, quem quis colocar Nunes como presidente durante seus afastamentos por corrupção.

Além da Conmebol, o chefe da candidatura dos EUA, México e Canadá também foi cobrar dirigentes da CBF. Quis saber porque a entidade não cumpriu com sua palavra.

A Conmebol articula uma Copa América conjunta com EUA, México e Canadá a partir de 2020. As negociações tinham esfriado após um desacordo, mas estavam andando. Agora, tendem a estagnar.

Mais um efeito deve ser sentido na organização da Copa América-2019. Conmebol e CBF têm de se articular para estruturar o torneio e decidir sedes. A relação entre as partes deve se complicar. Outro ponto importante para se manter próximo da Conmebol são decisões sobre a Libertadores e os interesses dos clubes.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está fechada

Não é possivel enviar comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Mais Copa 2018

Topo