Copa 2018

Rússia repete erros do Brasil e gasta 50% a mais em estádios

Dmitry Serebryakov/AFP
Vista área do lado de fora do Estádio Luzhniki Imagem: Dmitry Serebryakov/AFP

Rodrigo Mattos

Do UOL, em Moscou

14/06/2018 04h00

A Rússia cometeu erros similares ao Brasil na organização da Copa-2018, principalmente em relação à construção dos estádios. Construiu arenas em lugares sem futebol de expressão, fez estádios gigantes envolvidos em casos de corrupção, reformulou antigas estruturas e utilizou arquibancadas provisórias feias. Além disso, gastou quase 50% a mais do que o Brasil com os estádios.

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No total, a Rússia teve um investimento total de R$ 14 bilhões em 12 estádios, mais de R$ 1 bilhão em média. No Brasil, foram R$ 8,6 bilhões no mesmo número de arenas. Contabilizada toda a infraestrutura, o custo total da Copa russa atingiu R$ 51 bilhões, contra menos de R$ 30 bilhões na edição brasileira.

Em ambos os lugares, o investimento foi largamente público, com pouquíssima participação privada, especialmente nos estádios. E não faltaram problemas na gestão do dinheiro público.

O Estádio de São Petersburgo é um exemplo bem parecido com o do Mané Garrincha. Enquanto em Brasília o valor do gasto passou de R$ 1,5 bilhão, a arena russa passou de R$ 3 bilhões. O equipamento da segunda maior cidade do país da Copa teve casos de corrução confessa de administradores públicos. No Brasil, há acusação de superfaturamento e licitações fraudulentas.

Outra coincidência é a construção de potenciais elefantes brancos. Além do Mané Garrincha, houve outros três estádios no Brasil em pontos onde não havia futebol de alto nível: Cuiabá, Natal e Manaus.

Na Rússia, os estádios de Sochi, Kaliningrado, Nizhny Novogoroc, Mordovia Arena e Volvogrado foram construídos em locais onde não há times de primeira divisão do campeonato local. Em um dos casos, o Fisht Stadium tem em Sochi um clube que pediu licença para parar de funcionar.

Outras características foram os altos gastos para a transformação de velhos e tradicionais estádios em padrão Fifa, como são os casos de Maracanã e Luhzniki, principais locais das duas Copas. Ambos foram construídos na década de 1950, passaram por decadência e depois foram amplamente reformados só na parte de dentro. O anel inferior ficou na arquitetura.

Mais uma coincidência foi a utilização de arquibancadas provisórias para expandir as capacidades dos estádios, casos da Arena Corinthians e da Arena das Dunas. Na Rússia, foi o estádio de Ekaterimbugo que optou pelo uso das estruturas, que são mais baratas, mas não ficaram esteticamente apresentáveis.

O presidente do Comitê Organizador Russo, Aleksander Sorokin, ressaltou a qualidade dos estádios russos, que classificou como de primeiro nível. Foi seguido pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, que justificou o alto investimento pelo sonho dos russos de receber os principais times em sua terra.

"Para nosso país, essa Copa é de grande importância. Todos sonhavam por gerações de ter os melhores jogadores. Agora os teremos em estádios de primeira linha", disse Sorokin.

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