Copa 2018

Em só 11 jogos, Copa-2018 já tem mesmo número de gols de falta de 2014

Lucy Nicholson/Reuters
Cristiano Ronaldo marcou de falta, aos 44 minutos do segundo tempo, no empate entre Portugal e Espanha Imagem: Lucy Nicholson/Reuters

Gabriel Carneiro e Vanderlei Lima

Do UOL, em São Paulo

17/06/2018 21h00

Dez seleções ainda nem sequer entraram em campo pela primeira rodada da Copa do Mundo da Rússia, mas a edição de 2018 já carrega números relevantes em comparação ao torneio disputado no Brasil há quatro anos. Em apenas 11 jogos foram 25 gols marcados até o momento, sendo três deles em cobranças de falta diretas. O número de gols de falta nesta reta inicial de Mundial já é o mesmo de toda a edição passada. 

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Aleksandr Golovin, na goleada da Rússia por 5 a 0 contra a Arábia Saudita; Cristiano Ronaldo, no empate em 3 a 3 de Portugal com a Espanha; e Aleksandar Kolarov, na vitória por 1 a 0 da Sérvia sobre a Costa Rica foram os autores dos três gols de falta nos quatro primeiros dias de Copa do Mundo. O alto número de gols de falta nesta Copa levou o UOL Esporte a ouvir especialistas brasileiros no assunto, que apontam o refinamento tático das seleções modestas, que oferecem cada vez menos espaço para o jogo com a bola no pé, como responsável por aumentar o número de chances criadas em bolas paradas. É o que pensa o ex-meia Marcelinho Carioca, por exemplo.

"Técnica refinada, drible, isso não tem em qualquer seleção. Então a bola parada está sendo fatal. Não tem mais espaço dentro de campo, o futebol está com muita força e aplicação tática. Neste momento em que falta espaço a bola parada é fundamental, em cobranças diretas e também com lançamentos. O Brasil, por exemplo, poderia ter buscado isso contra a Suíça, porque decide jogo", diz o meia de quatro partidas pela seleção brasileira.

As seleções da Espanha e da Arábia Saudita, que sofreram gols assim na primeira rodada, curiosamente estão entre as três menos faltosas da Copa do Mundo até o momento - nove e dez faltas cometidas, respectivamente. As cinco seleções que mais cometeram faltas são Marrocos (22), Rússia (21), Croácia (20), Suíça (19) e Austrália (18). A Costa Rica, que também foi castigada em uma cobrança direta, cometeu as mesmas 18 faltas na partida contra a Sérvia. 

Em 2014 foram apenas três gols marcados em cobranças de falta ao longo de 62 partidas. Os autores foram Lionel Messi, da Argentina, na vitória por 3 a 2 sobre a Nigéria da terceira rodada da primeira fase, Blerim Dzemaili, na derrota por 5 a 2 da Suíça contra a França na segunda rodada da primeira fase e o zagueiro brasileiro David Luiz na vitória por 2 a 1 sobre a Colômbia em duelo das quartas de final.

Buda Mendes/Getty Images
David Luiz fez de falta na vitória brasileira por 2 a 1 sobre a Colômbia, em 2014 Imagem: Buda Mendes/Getty Images

"Eu ainda acho pouco três gols em 11 jogos. Houve muito mais faltas do que isso. Seleções que antes a gente não dava nada hoje em dia estão aí dando trabalho. E muitas vezes são seleções fechadas, que marcam muito bem e às vezes tem grandes batedores de faltas que vão ajudar em um lance decisivo. Hoje é difícil entrar com a bola, então as seleções estão vendo que podem ganhar jogos em bola parada e cobranças de falta", diz o ex-volante Marcos Assunção, que passou dez vezes pela seleção e é reconhecido como especialista em cobranças de falta.

"Na nossa seleção, o Philippe Coutinho e o Neymar, que batem muito bem, não podem dar esse chuveirinho que dão hoje. Eles precisam bater essas bolas para o gol, aquela bola rápida entre o goleiro e a defesa. O chuveirinho é muito difícil porque dá tempo dos zagueiros se posicionarem e o goleiro sair. Uma bola rápida é muito difícil, ainda mais em faltas laterais. Tem que bater sempre para o gol", diz o ex-jogador, em sua dica para o Brasil também marcar de falta na Copa do Mundo.

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