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CBF bate cabeça sobre VAR e reforça fragilidade em meio a caos político

Lucas Figueiredo/CBF
Edu Gaspar anunciou posição da CBF após Tite barrar "mimimi" dos jogadores Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Danilo Lavieri, Dassler Marques, João Henrique Marques, Pedro Ivo Almeida, Ricardo Perrone e Rodrigo Mattos

Do UOL, em Moscou e Sochi

18/06/2018 21h00Atualizada em 19/06/2018 07h02

CBF, comissão técnica e jogadores da seleção brasileira não falaram a mesma língua em relação às queixas contra a arbitragem no empate com a Suíça (1 a 1), no último domingo (17), em Rostov-on-Don. Tite quis sepultar o assunto imediatamente, mas os jogadores se queixaram após a partida. O coordenador de seleções Edu Gaspar demonstrou irritação com os árbitros, mas ao menos parte da cúpula da CBF, inicialmente, não queria protestar de forma oficial. Um dia depois do jogo, porém, a carta foi enviada, em decisão atribuída institucionalmente à entidade. A medida, em tese, ajuda a CBF a tentar minimizar as críticas de que está fraca nos bastidores da Fifa e desorganizada em questões centrais. A análise é feita tanto por dirigentes estrangeiros como brasileiros.

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As queixas principais dos jogadores da seleção brasileira são uma suposta falta em Miranda no gol suíço e o fato de o lance não ter sido analisado oficialmente pelo VAR (árbitro de vídeo).

No fim da tarde desta segunda, em Sochi, Edu se pronunciou em nome da CBF sobre o tema. “Não vamos entrar no mérito de quem decidiu em termos de mudança de ponto de vista. Vamos preparar uma reclamação. O que incomodou mais foi não terem requisitado o árbitro de vídeo, se requisitassem principalmente o lance do Miranda poderia ser anulado. Está sendo preparada uma reclamação”, disse o coordenador. Horas depois, a CBF cobraria não só o uso do VAR nos lances como cópias das comunicações entre o árbitro principal e a cabine de vídeo. 

A postura difere do que pediu Tite logo depois do fim do jogo. Questionado, o treinador pediu que não houvesse mais reclamação por parte da seleção brasileira. Mesmo assim, vários atletas deram entrevistas reclamando da arbitragem na saída do vestiário.

No começo do dia na Rússia, a ideia da confederação era seguir a linha do técnico e encerrar o assunto. O entendimento no entorno do treinador é de que ele tinha receio de contaminar o ambiente dos jogadores com um tema que nada teria de positivo. Só que a cúpula da entidade, segundo apurou o UOL Esporte, decidiu que precisava se posicionar oficialmente, mostrando firmeza. Assim, destacou Edu para a missão.

Presidida pelo coronel Antonio Carlos Nunes, a entidade tem sido avaliada como sem representatividade internacional. A situação piorou depois que o dirigente votou no Marrocos como sede da Copa de 2026, descumprindo acordo de votar em bloco com os países sul-americanos na candidatura de México, Canadá e Estados Unidos, que saiu vencedora.

A ideia de desorganização da confederação vem desde o início do caos político que culminou com o banimento de Marco Polo Del Nero, afastado pela Fifa por conta de denúncias de corrupção negadas por ele. Nunes assumiu, mas o homem forte é Rogério Caboclo, CEO da CBF, chefe da delegação da seleção brasileira na Rússia e eleito para ser o presidente a partir de abril do ano que vem. A decisão sobre o protesto foi tomada por ele, que assinou a carta enviada à Fifa.

Após a publicação da reportagem, a CBF enviou nota para contestar a reportagem.

"Ao contrário do que afirma reportagem do portal UOL, não houve qualquer divergência conceitual ou operacional em relação ao pedido de esclarecimentos feito pela CBF à FIFA quanto à utilização do VAR na partida entre Brasil e Suíça. A decisão foi tomada de forma conjunta pela administração e coordenação técnica, após criteriosa avaliação dos lances em questão, e visa unicamente a defesa dos interesses da Seleção Brasileira".

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