Argentina

Após empate na estreia, Argentina começa a colocar parças de Messi no banco

JUAN MABROMATA/AFP
Di María (foto) e Biglia devem perder espaço na Argentina para a segunda rodada da Copa do Mundo Imagem: JUAN MABROMATA/AFP

Marcel Rizzo

Do UOL, em Bronnitsy (Rússia)

19/06/2018 04h00

Dias antes de deixar a Argentina rumo à Europa, onde finalizou no começo de junho a preparação para a Copa do Mundo da Rússia, o técnico da seleção argentina, Jorge Sampaoli, disse que o time que rabiscava para o início do Mundial era mais de Messi, seu craque e camisa 10, do que dele. Isso começa a mudar.

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Depois do empate contra a Islândia na estreia do Mundial, 1 a 1, e da necessidade de vencer a Croácia na quinta-feira (21) para não se complicar na busca da vaga para as oitavas de final, Sampaoli parece ter decidido seguir sua cabeça. O que isso significa? Tirar da equipe jogadores que há tempos sustentam Messi, são amigos do craque fora dos campos e os mais próximos no elenco, mas que não têm rendido em campo.

Di Maria e Biglia são parceiros do camisa 10 desde os tempos de base na seleção e formam a geração, junto com Mascherano e Aguero, que chegou à decisão da Copa de 2014, no Brasil. Agradam a Messi, mas os dois primeiros deverão ser os dois primeiros sacrificados para Sampaoli mudar o estilo de jogo da Argentina.

A tendência é que o técnico escale a Argentina com um meio de campo formado por Mascherano, mantido por enquanto, atrás de Salvio pela direita, Meza centralizado e Acuña pela esquerda – este, jogador do Sporting, a grande novidade. Há uma possibilidade (pouco provável, é verdade) de Enzo Peres ocupar a vaga de Meza.

Messi e Biglia, que sairá, foram campeões mundiais sub-20 em 2005. Nesse mesmo time estava Aguero, um sub-17 que dois anos depois seria novamente campeão mundial dessa categoria, já mais velho, ao lado de Di Maria. Uma geração que cresceu com Messi, mas que agora Sampaoli parece ter entendido que precisa mudar.

Di Maria, estrela com passagens por PSG, Real Madrid e Manchester United, não vive boa fase e será substituído por Pavón, 22, do Boca Juniors e de uma nova geração que pede espaço. O novato pode não ser um dos preferidos de Messi, mas na entrevista tratou de agradar ao líder do time. "É um sonho de criança pode jogar com o Messi", disse.

A saída de Biglia é mais por questões táticas do que técnicas. Acuña, que deve entrar, vai atuar mais pela esquerda. A ideia, segundo quem acompanha há algum tempo o trabalho de Sampaoli, é que a bola chegue mais rápido a Messi, Aguero e, agora, Pavón.

Ao trocar parceiros das antigas de seu principal jogador, Sampaoli arrisca a motivação de Messi, que já há algum tempo é acusado de, na seleção, não se impor como no clube, mas ao mesmo tempo dá opções que podem dar certo. Se o time jogar bem e servi-lo, Messi pode gostar. Mesmo sem Di Maria e Biglia.

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