Copa 2018

Multicampeão e herói de Copa, Navas encara Alisson, seu possível sucessor

Jamie Squire - FIFA/FIFA via Getty Images
Keylor Navas, goleiro da Costa Rica, em foto oficial da Copa do Mundo da Rússia Imagem: Jamie Squire - FIFA/FIFA via Getty Images

Thiago Rocha

Do UOL, em São Paulo (SP)

20/06/2018 20h00

Ter status de herói nacional em Copa do Mundo e ser titular do clube mais vitorioso da Europa são motivos de sobra para consagrar um jogador na elite do futebol, certo? Bem, deveriam. No caso de Keylor Navas, 31 anos, no entanto, o currículo parece ainda não ser suficiente.

Foi na Copa de 2014, no Brasil, que o goleiro exibiu todo o seu potencial aos olhos do mundo. Em um grupo com Inglaterra, Itália e Uruguai, ele conduziu a Costa Rica pela primeira vez até as quartas de final de um Mundial, parando nos pênaltis diante da Holanda. Saiu do torneio invicto e com apenas um gol sofrido em cinco partidas.

Na Costa Rica, Navas virou ícone. O estádio municipal da cidade natal, Pérez Zeledón, com pouco mais de 130 mil habitantes, foi rebatizado com o nome do goleiro, que também viu a sua trajetória de vida virar filme, chamado "Homem de Fé", lançado em 2017. A fama foi instantânea. Um mês depois de brilhar na Copa, ele foi contratado pelo Real Madrid. 

Começou no banco, na reserva de Casillas, ídolo merengue. Titular na meta do clube espanhol, Navas foi "campeão de tudo": nove títulos em quatro temporadas, incluindo o tricampeonato da Liga dos Campeões e do Mundial de Clubes da Fifa. Em 2015, ele ficou nove partidas consecutivas sem levar gol, marca única no Real em 116 anos de história. Retrospecto que, por incrível que pareça, não o coloca como uma unanimidade.

AP Photo/Vadim Ghirda
Keylor Navas em lance de Costa Rica x Sérvia, na Copa de 2018 Imagem: AP Photo/Vadim Ghirda

A cada janela de transferências na Europa, Keylor Navas convive com o assombro da concorrência. Nomes como o belga Courtois, o espanhol De Gea e o italiano Donnarumma, mais badalados no mercado da bola, já surgiram como potenciais reforços do Real. Nesta sexta-feira (22), quando entrar em campo para enfrentar o Brasil, em São Petersburgo, pela Copa da Rússia, o costa-riquenho ficará frente a frente como outro potencial rival: Alisson.

Após se destacar pela Roma, da Itália, o goleiro da seleção brasileira é a bola da vez do mercado para defender o clube na próxima temporada europeia. Especula-se que o Real Madrid esteja disposto a pagar mais de 50 milhões de euros (cerca de R$ 225 milhões) pelo jogador. Os espanhóis também finalizam os detalhes para anunciar outro reforço para a posição: o ucraniano Andriy Lunin, de 19 anos, do Zorya Luhansk.

Embora tenha o respeito de seus companheiros, como os brasileiros Casemiro e Marcelo, Navas vive à margem no olhar dos críticos, como se fosse um intruso em ambiente repleto de jogadores galácticos. A falta de maior prestígio também fica evidente nas avaliações de transações. O costa-riquenho não aparece nem entre os dez goleiros da Copa da Rússia com maior valor de mercado, segundo o site Transfermarkt, que o avalia em 18 milhões de euros, ou pouco mais de R$ 81 milhões.

Apesar da derrota por 1 a 0 para a Sérvia na estreia da Costa Rica no Mundial, Keylor Navas foi o melhor de sua seleção em campo e evitou placar mais elástico. Perder também para o Brasil pode significar uma despedida prematura da competição que o consagrou em 2014. Mais uma vez, o país depende dele neste jogo. A carreira no Real, pelo visto, também. Vencer nesta sexta-feira, para o goleiro, será mais do que uma questão de honra.

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