Costa Rica

Diante de crise, Navas quebra o silêncio, polemiza e nega 'escalar' time

AP Photo/Vadim Ghirda
Keylor Navas decidiu falar com a imprensa após a circulação de boatos sobre o clima na seleção Imagem: AP Photo/Vadim Ghirda

Julio Gomes

Do UOL, em São Petersburgo (Rússia)

21/06/2018 15h40

A história é estranha e ganhou mais corpo por culpa da própria delegação da Costa Rica do que outra coisa. Uma imagem mostra um jogador dando uma bolada no outro em uma roda de bobinho. No dia seguinte, começa a rodar no Whatsapp um texto que diz que a seleção dos “Ticos” está rachada e que o mais famoso dos jogadores, o goleiro Keylor Navas, manda e desmanda em tudo e que nem queria estar no Mundial.

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Em vez de ignorar o boato surgido na terça-feira, a Costa Rica convoca uma coletiva com capitão e dirigente para negar tudo. Ato seguinte: fecha o treino de quarta, que seria aberto, e cancela entrevistas. Com as ações, coloca ainda mais lenha na fogueira. E, para piorar ainda mais, Navas, que não falava havia tempo com a imprensa do pais, quebra o silêncio em uma conversa exclusiva, de dentro da concentração.

“Quem não tiver fé, nem ligue a televisão”, falou Navas na entrevista. Na sexta-feira, a Costa Rica enfrenta o Brasil, tentando se recuperar da derrota para a Sérvia na estreia. “Muita gente canta o hino só porque sabe de cor, sem senti-lo”.

O goleiro rebateu as acusações do tal texto anônimo de Whatsapp, que lhe acusava de ter liderado uma espécie de motim no intervalo do jogo contra a Sérvia e de querer escalar o time.

“Aqui nunca se disse quem tem que estar (no time) ou não. Podem falar o que quiserem, cada um com o veneno que tem. Eu apenas digo que isso tudo é mentira”, seguiu Navas.

Na entrevista coletiva antes do jogo contra o Brasil, o técnico Oscar Ramirez foi questionado só uma vez sobre a suposta crise.

“Surgiu essa versão de que há grupos nesta seleção. Do que eu vi e senti, não há problema algum. Quem deu esta informação está errado. Nunca houve qualquer problema em que tive de intervir. Nunca tive de acalmar ou separar ninguém”, disse. No entanto, a última frase deixou uma interrogação no ar. “Pelo menos não que eu saiba”.

“Somos um pouco autodestrutivos”, acrescentou Ramírez, fazendo coro a jogadores que reclamam do pessimismo dos costarriquenhos em relação à seleção quadrifinalista do último Mundial.

“A palavra desesperança não cabe antes de um jogo como este, contra o Brasil”, falou o capitão Bryan Ruiz.

A entrevista exclusiva de Navas caiu mal e azedou ainda mais a relação entre a seleção e a imprensa local.

“É a prova de que manda em tudo mesmo. Como deu uma entrevista em um dia fechado para os jornalistas? Fica provado que ele faz o que quer nesta seleção”, questionou José Roberto, radialista costarriquenho.

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