Copa 2018

Técnico da Costa Rica sensação de 2014 prevê menos pancadas sobre Neymar

AFP PHOTO / RONALDO SCHEMIDT
Jorge Luis Pinto cumprimenta a torcida após a Costa Rica ser eliminada em 2014 Imagem: AFP PHOTO / RONALDO SCHEMIDT

Danilo Lavieri, Dassler Marques, João Henrique Marques, Pedro Ivo Almeida e Ricardo Perrone

Do UOL, em São Petersburgo e Sochi (Rússia)

21/06/2018 04h00

Antecipações, chegadas na bola, dobra de marcação...para Jorge Luis Pinto, treinador de Costa Rica na histórica campanha da Copa do Mundo passada, o trabalho defensivo contra o Brasil, e principalmente Neymar, no duelo entre as duas seleções na sexta-feira, em São Petersburgo, não será semelhante ao que os suíços aplicaram na estreia. Ao UOL Esporte, o colombiano de 65 anos fala em um trabalho defensivo "com mais qualidade". E ele analisa com conhecimento de causa. 

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Afinal, em chave que tinha três campeãs mundiais, em 2014, a Costa Rica dirigida por ele deixou para trás Uruguai, Itália e Inglaterra. A seleção centro-americana ainda despachou a Grécia até ser eliminada em um marcante duelo com a Holanda em Salvador, nas quartas de finais. Quatro anos depois, Jorge Luis Pinto segue desfrutando aquelas memórias e a reputação que construiu.

Depois de cair na repescagem das Eliminatórias com Honduras, Jorge se desligou e viajou à Rússia para ver 20 jogos por conta própria. Na última quarta, ele foi de ônibus de Saransk, onde viu o Japão vencer a Colômbia, até Moscou, onde acompanhou a vitória de Portugal sobre Marrocos. Logo depois, contou ao UOL sobre o que mudou de Costa Rica, a marcação em Neymar e ainda o reconhecimento que tem pelo sistema com linha de cinco que disseminou em 2014 e virou tendência em ligas europeias.     

Confira os melhores trechos da entrevista com Jorge Luis Pinto:

Programação na Rússia
Estou por conta própria. Tenho tíquetes para ver 20 jogos, e já vi cinco até agora. Escolho os que gosto, os conceitos que quero ver do ponto de vista futebolístico e tático, e os jogos de Colômbia, claro. Estou colaborando em um programa de opinião com a Fox e escrevo para minha página web.

O que chamou atenção nesses jogos?

Arquivo Pessoal
Jorge Luis Pinto posa na Rússia: turismo futebolístico Imagem: Arquivo Pessoal

Muitos conceitos diferentes. O time mais compacto e equilibrado que vi é a Alemanha. Há potências que não sabem defender resultados, como Portugal e Espanha. Os times menores se preparam melhor hoje em dia, igual às potências. Acabo de sair de um jogo em que Marrocos jogou bem, controlou bem. Se [Cristiano] Ronaldo não tivesse feito um gol, porque correr ele não corre muito...enfim, também gostei da Islândia, do México... 

Costa Rica após 4 anos
Não pude ver Costa Rica x Sérvia porque viajei no dia e estava em outro jogo. Vi alguns vídeos e precisaria ver ao vivo. Mas minhas equipes jogam mais adiantadas, são mais dinâmicas e pressionam mais. A base de jogadores é 90% do que tivemos. Ureña, no time titular, é a única novidade, porque comigo era suplente.

O que o Brasil pode esperar de Costa Rica?
Terá outra tônica em relação aos jogos da estreia. Costa Rica não pode empatar e o Brasil tem que promover intensidade de jogo, porque é Brasil, porque busca classificação. É muito marcado esse conceito, essas condições de jogo que digo. Costa Rica certamente tomará muito cuidado para não receber um gol no início da partida e depois vai tentar controlar um pouco mais.

Marcação sobre Neymar não será violenta
Neymar pode se sentir tranquilo. Ele não será golpeado como foi contra a Suíça. Será melhor marcado, com mais qualidade. Costa Rica sabe como marcar, sabe como fazer dobras, antecipar...não é uma defesa bruta, é mais técnica. Costa Rica vai acentuar seu bloqueio defensivo, claro, é normal, afinal é o Brasil.

As melhores memórias de 2014
A produtividade da equipe, a estrutura tática que mostramos ao mundo. O carinho do povo brasileiro com Costa Rica, especialmente em Santos, onde ficamos. Foi muito especial. Também tivemos o reconhecimento da parte futebolística, os meios do Brasil mostraram isso ao mundo.

Como foi montada a linha de 5 de Costa Rica
Foi uma decisão tática pelos jogadores que tínhamos no campeonato mundial. Sei que muitas equipes jogaram assim desde então. A Alemanha na Copa das Confederações, algumas equipes alemãs, o Tottenham, o Chelsea foi campeão inglês assim. É um reconhecimento.

O melhor cenário para aplicar esse sistema
Em que o time prefira se sentir mais seguro, que não seja super defensivo. É um sistema que a equipe tem que jogar adiantada e saber pressionar à frente, senão não é bom. Se joga muito atrás, fica com muitos jogadores longe do gol adversário e dá muitos espaços no meio-campo.

Como abordou e avançou no Grupo da Morte
Nossa equipe foi muito bem preparada taticamente, fisicamente e mentalmente. Não tivemos temor das potências. O futebol mudou muito [a distância para os times pequenos diminuiu]. 

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