Copa 2018

Bélgica quer transformar caldeirão cultural e de astros em favorito à Copa

A Bélgica estreou com vitória na Copa do Mundo (Foto: Getty Images)

Rodrigo Mattos

Do UOL, em Moscou (RUS)

22/06/2018 21h00

Em entrevista da seleção belga, há tradução para holandês, inglês, espanhol e francês. Consequência de um time multinacional, com um técnico espanhol e jogadores com ascendência de outros países do Congo a ex-repúblicas da Iugoslávia. É esse caldeirão cultural que gerou uma geração de astros de grandes times europeus, e um desafio de transformar isso em um time favorito na Copa. O novo teste é diante da Tunísia.

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Para isso, o técnico espanhol Roberto Martínez traçou duas metas. Primeiro, fora de campo, quer transformar a Bélgica em um ambiente chato sem nenhuma notícia sensacionalista. Dentro do gramado, sua intenção é criar um time dominante que envolva o adversário com o toque de bola dos atletas.

"Nós queremos ser chatos, não encher páginas pelos motivos errados. Queremos aproveitar esses talentos que estão em momento alto em suas ligas. Não estamos aqui para achar falhas e culpas. Busco simplicidade, ser cobrado como técnico. Esse é o time nacional e é um momento importante. Acho que tem sido chato para vocês (jornalistas), mas para nós é bom", disse, rindo Martinez.

Para evitar polêmica, ele deixou de fora Naiggolan, volante da Roma conhecido por se envolver em confusões e ser fumante. E ficou claro que foi este histórico que o tirou do elenco. Seria mais um a ampliar a quantidade de lugares diferentes de onde saíram os jogadores belgas, sua mãe era nascida na Indonésia. Loge de ser o único.

Com dois gols no primeiro jogo, o artilheiro Lukaku tem origem congolesa. Como relatou em texto recente para o Player´s Tribute, sofreu privações com sua família até se tornar jogador e que as superou com raiva e determinação para subir. E agora diz que espera da Copa. "Agora eu estou para jogar uma outra Copa do Mundo, e sabe do que mais? Eu vou me lembrar de me divertir desta vez. A vida é muito curta para o estresse e o drama. As pessoas podem dizer o que quiserem sobre o time ou sobre mim", disse, no texto.

Tatyana Makeyeva/Reuters
Delegação da Bélgica desembarca no Aeroporto Internacional de Sheremetyevo, em Moscou Imagem: Tatyana Makeyeva/Reuters

Há, sim, uma questão de diversão, mas também de ajuste das características dos jogadores. Lukaku, agora, é um centroavante típico cuja função é fazer gols, e antes atuava com outras obrigações. Martínez explicou que isso deixava as coisas confusas para ele, o que foi simplificado agora.

É o centro de uma Bélgica tem um esquema ultraofensivo, com 3-4-3, sem nenhum volante puro de característica só de marcação. Witsel e De Bruyne ocupam o meio de campo, com Mertens, Lukaku e Hazard na linha de frente. E um ala atacante pela esquerda em Carrasco. Não à toa ganharam de 3 x 0 o primeiro jogo diante do Panamá, embora só tenham melhorado no segundo tempo. 

Martinez defende que o time tem que controlar a bola e não errar em posições perigosas para não permitir o jogo intenso da Tunísia. Acredita que os rivais vão vender "caro" até porque só uma vitória mantém suas chances de classificação no grupo.

"Talvez precisemos ter mais jogadas de ataque. Inglaterra tinha jogadores fortes no meio-campo. Na Bélgica, tem jogadores fortes na frente, Hazard e Lukaku sabem fazer gol e são criadores de jogadas. De Bruyne é outro que cria jogadas. Nosso time tem capacidade de jogar contra Bélgica e abrir sua defesa", afirmou o técnico tunisiano, Nabil Maâloul.

Os tunisianos, portanto, reconhecem a superioridade rival, mas entendem que podem com um jogo de intensidade superar os belgas. E Martínez reconheceu que nome, nesta Copa, não tem sido garantia de resultados em campo. "Acho que a resposta é clara: Copa não respeita gerações, individuais nomes, só vencedores".

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