Copa 2018

Número de cartões pode decidir vaga nas oitavas da Copa. Veja como funciona

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Busquets leva amarelo em Portugal x Espanha: grupo B é um dos que podem ser definidos pelo fair play Imagem: AFP PHOTO / Jewel SAMAD

Do UOL, em São Paulo

22/06/2018 21h00

Com os grupos da Copa do Mundo se aproximando de uma definição, uma situação bastante inusitada está no horizonte de algumas seleções, incluindo o Brasil. O equilíbrio em algumas chaves pode fazer com que a vaga nas oitavas de final acabe tendo que ser decidida por uma novidade nos critérios de desempate da Fifa: o ranking de fair play, montado pelo número de cartões recebidos por cada time.

Na fase de grupos, se dois times empatam em pontos, o desempate é feito pelos seguintes critérios, nesta ordem: saldo de gols, número de gols marcados, confronto direto e fair play. Este último está sendo implementado pela primeira vez em 2018. No passado, depois do confronto direto, a definição costumava ir direto para o sorteio.

Funciona assim: cada cartão recebido faz com que o time perca pontos. Um amarelo causa a perda de um ponto; um vermelho que resulta de dois cartões amarelos tira três pontos; um vermelho direto faz perder quatro pontos; e por fim, se um jogador recebe um amarelo e depois um vermelho direto no mesmo jogo, sua equipe perde cinco pontos.

No caso do Brasil, a possibilidade de chegar a essa situação é remota. Exemplo: a seleção teria que perder da Sérvia na última rodada e a Suíça precisaria perder da já eliminada Costa Rica, sendo que a derrota brasileira teria que ser por um gol a mais de diferença que os suíços. Além disso, tanto Brasil como Suíça teriam que fazer o mesmo número de gols. Atualmente, o time de Tite está com -3 pontos no ranking (cartões para Casemiro, Coutinho e Neymar), e a Suíça com -4 (Lichtsteiner, Schär, Behrami e Shaqiri foram amarelados).

Já no grupo B, o fair play tem mais chances de ser um fator decisivo. Espanha e Portugal estão rigorosamente iguais em todos os critérios de desempate, com quatro pontos, saldo +1, quatro gols marcados e igualdade no confronto direto (empataram por 3 a 3). Se os resultados das duas contra, respectivamente, Marrocos e Irã forem iguais na última rodada, o fair play vai desempatar. Os espanhóis levam vantagem, com -1 (cartão para Busquets) contra -2 (Adrien Silva e Bruno Fernandes).

O grupo D também pode ter que apelar para os cartões para um eventual desempate entre Argentina e Islândia. Se os sul-americanos vencerem a Nigéria por 2 a 0 e os islandeses vencerem a Croácia por 2 a 1, por exemplo, eles ficam iguais em tudo. No momento, no fair play, melhor para a Islândia, que não tomou nenhum cartão em dois jogos, enquanto os argentinos tomaram três (Mercado, Otamendi e Acuña).

É importante lembrar também que, desde a Copa de 2010, os cartões amarelos não são mais zerados após a primeira fase. A contagem só zera para as equipes que chegarem na semifinal, para evitar que um atleta fique suspenso para a final por acúmulo de cartões. Ou seja, quem tomou amarelo na primeira fase fica pendurado até o jogo das quartas de final. Aquele "cartãozinho bobo" pode acabar custando bem caro na Copa do Mundo.

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