Brasil

Seleção brasileira se une em torno de Neymar e pede "valorização de ídolos"

Reuters
Neymar chora copiosamente depois de vitória do Brasil Imagem: Reuters

Dassler Marques, João Henrique Marques, Pedro Ivo Almeida e Ricardo Perrone

Do UOL, em São Petersburgo (RUS)

22/06/2018 14h28

Neymar deixou a Arena de São Petersburgo sem dar entrevistas após a vitória por 2 a 0 sobre a Costa Rica, nesta sexta-feira (22), e preferiu usar as redes sociais como cenário para um desabafo. A função de defender publicamente o camisa 10 das críticas por um melhor desempenho na Copa do Mundo da Rússia ficou a cargo dos companheiros e da comissão técnica da seleção brasileira, que se uniram em torno do craque diante de tanta pressão por protagonismo.

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"[Neymar está] muito bem. Eu sou um menino, ele é um garoto. Um garoto alegre, contente. A alegria que ele passa não só para a gente, mas para o Brasil inteiro, não só pelo futebol, mas pela pessoa que é. Cara, temos de dar valor aos nossos ídolos. Dar valor e confiar, acreditar até o último minuto", pediu Gabriel Jesus, um de seus parceiros de ataque. 

Na opinião dos colegas e de Tite, a visão crítica está desconsiderando que Neymar passou três meses em recuperação por conta de uma fratura no pé direito e voltou a disputar uma partida há cerca de 20 dias, quando entrou no segundo tempo do amistoso contra a Croácia. O triunfo sobre os costarriquenhos foi o segundo consecutivo em que atuou por 90 minutos - o primeiro foi na estreia com a Suíça; contra a Áustria, no último amistoso pré-Copa, foram 84 minutos em campo.

Readquirir a boa forma é um processo gradual, e o trabalho coletivo será primordial nessa evolução. Pelo menos é o que prega o treinador do Brasil. "Toda individualidade aparece se o conjunto for forte. É desumano colocar em um atleta a responsabilidade por uma seleção. Cada um assume a sua para que a individualidade apareça. Ele [Neymar] tem retomado um processo. Ele é um ser humano, precisa de um tempo para retomar um padrão alto. Enquanto ele retoma, tem uma equipe que não pode ser dependente. Ele vai chegar, com certeza, no nível mais alto", avaliou Tite em entrevista coletiva.

A cena mais emblemática do atacante brasileiro em campo contra a Costa Rica acabou não sendo o primeiro gol nesta Copa do Mundo, marcado nos acréscimos, após assistência de Douglas Costa. Após o apito final, Neymar se ajoelhou no gramado em São Petersburgo e chorou. "De emoção", como escreveu no Instagram. O gesto foi defendido e estimulado pelos companheiros de seleção, que não viram nas lágrimas um momento de fraqueza, mas sim uma necessária maneira para extravasar tamanha pressão.

"Falei para ele desabafar. É um grande peso que vem carregando, e não é fácil para um jogador que fica três meses sem jogar. Só que as pessoas não entendem, continuam dando paulada, martelando. Ele tem uma grande personalidade, porque não é todo mundo que assume a responsabilidade que ele tem hoje", defendeu o zagueiro Thiago Silva, "vítima" do escrutínio público no último Mundial, em 2014, no Brasil, quando foi às lágrimas na disputa de pênaltis contra o Chile, pelas oitavas de final.

"A gente divide todo o peso. Neymar faz a diferença e é o nosso craque, mas dividimos isso. Não é fácil carregar todo o peso", completou o meia-atacante Douglas Costa.

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