Brasil

Titular com respaldo, Fagner encara prova de fogo contra fama de violento

 Lucas Figueiredo/CBF
Fagner, que será titular, em ação no treinamento da seleção na Rússia Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Danilo Lavieri, Dassler Marques, João Henrique Marques, Pedro Ivo Almeida e Ricardo Perrone

Do UOL, em São Petersburgo e Sochi (Rússia)

22/06/2018 00h01

Depois de um problema de última hora que tirou Danilo de combate, Fagner virou um surpreendente titular da seleção brasileira para encarar Costa Rica nesta sexta-feira, às 9h (de Brasília). Respaldado pela comissão técnica, que imediatamente o confirmou como substituto, ele terá um teste de fogo, no maior palco de todos, para mudar a opinião pública sobre sua fama de violento. 

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Há dois anos, em duelo pela Copa Libertadores, Fagner virou exemplo de conduta para Tite. Diante do grupo do Corinthians, o hoje técnico da seleção exaltou o fato de ele ter levado uma cusparada de rival e ter seguido em campo sem reagir, contra o Nacional-URU. Curiosamente, ele seria expulso no jogo de volta contra os mesmos uruguaios, mas nem situações desse tipo mudam a confiança do treinador nele. 

Fagner, marcado por episódios com o flamenguista Ederson e o tricolor Cueva, já deu sinais de incômodo pelas críticas que eventualmente recebe. “Infelizmente, a gente vive num mundo em que você é julgado por uma atitude, e não por um contexto geral. Estou começando o meu quinto ano de Corinthians e tive três expulsões fazendo todo ano pelo menos 50 jogos. Infelizmente, tem pessoas que não gostam de você e que vão falar. Mas o importante é meu caráter, que está intacto. É o exemplo que passo para o meu filho”, declarou no começo da temporada.

Episódios violentos que tenham realmente incomodado Tite, porém, são raros. Em treinamento na véspera de jogo contra a Argentina, em Belo Horizonte, Fagner acertou uma entrada em Neymar e recebeu bronca do treinador por conta do excesso. Mas, nos dois duelos em que atuou pelo Brasil, ele sequer levou cartões amarelos. Só deixou dúvidas por falhar no combate a Di Maria, mas mesmo assim seguiu como favorito no ciclo até a Rússia.  

O que o Brasil ganha e perde com o novo titular

Ainda em avaliações da comissão brasileira, a presença de Fagner traz alguns ganhos à equipe. Um deles é mais qualidade na saída de bola, uma virtude demonstrada pelo corintiano no bicampeonato brasileiro de 2015 e 2017 e algo que o Brasil se ressentiu nos últimos jogos. Já Danilo tem dois aspectos importantes que podem fazer falta, ainda de acordo com impressões das pessoas próximas a Tite: uma bola aérea mais firme e a experiência em confrontos internacionais.

Por essa análise entre Fagner e Danilo, o corintiano é que era o favorito a ficar com a vaga entre os 23 jogadores antes que Daniel Alves se lesionasse. A partir disso, a aprovação dele na lista precisou de uma visita do médico da seleção, Rodrigo Lasmar, ao Corinthians na véspera da lista final. Uma lesão muscular na coxa direita também deixava em dúvida a participação. Ele foi aprovado, mas demorou a iniciar os treinamentos com bola na seleção brasileira.

Danilo, nesse período, ganhou força, e a possibilidade de escalar Fagner ainda parecia distante. Tite passou confiança ao novo titular ao apontá-lo como um dos principais jogadores dos amistosos contra Croácia e Áustria. Nesses jogos, o lateral direito do Corinthians sequer entrou em campo para testes nos minutos finais.

Insistindo em Danilo, Tite tentou minimizar o maior problema da seleção para a Copa do Mundo: a ausência do líder Daniel Alves na lateral direita. Na estreia diante da Suíça, o problema foi evidenciado com um time penso para a esquerda – com Coutinho, Neymar e Marcelo comandando as ações ofensivas, e William e Danilo sendo pouco efetivos.  

Nos planos de Tite, a dificuldade seria corrigida na base da conversa, sem a necessidade de mudança no time titular. Só que agora, o jogador que foi de descartável à reserva na Copa do Mundo vai atuar como titular contra a Costa Rica. Para ele, o confronto já tem ar de final.

FICHA TÉCNICA

BRASIL X COSTA RICA

Data:
 22 de junho, sexta-feira
Local: Estádio Krestovsky, em São Petersburgo (Rússia)
Horário: 9h (de Brasília)
Árbitro: Bjorn Kuipers (Holanda)
Assistentes: Sander van Roekel e Erwin Zeinstra (ambos holandeses)

BRASIL: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Willian, Paulinho, Philippe Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.
Treinador: Tite

COSTA RICA: Keylor Navas; Cristian Gamboa, Johnny Acosta, Óscar Duarte, Giancarlo González e Bryan Oviedo; Bryan Ruíz, Celso Borges, David Guzmán e Johan Venegas; Marco Ureña.
Treinador: Óscar Ramírez

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